Entretenimento
5 anti-heróis de Denzel Washington que nos fizeram questionar o certo e o errado
De policial corrupto a piloto em negação, relembre papéis complexos que borram a fronteira entre o heroísmo e a vilania.
Quem nunca se pegou torcendo, mesmo que secretamente, por um personagem de Denzel Washington que desafia nossas noções de moralidade? O ator é um mestre em dar vida a figuras complexas, cujas motivações nos fazem questionar os limites entre o certo e o errado. Seus anti-heróis raramente são maus por pura maldade; são figuras magnéticas, inteligentes e, acima de tudo, perigosamente humanas.
Separamos cinco papéis icônicos em que Denzel Washington nos fez simpatizar com personagens que vivem em tons de cinza, provando que um protagonista não precisa ser um herói para conquistar o público.

Alonzo Harris, o policial que redefiniu a corrupção
Em “Dia de Treinamento” (Training Day, 2001), Denzel é Alonzo Harris, um detetive veterano de narcóticos que mergulhou fundo demais na corrupção. Seu carisma manipulador e seus discursos sobre a natureza das ruas são tão convincentes que quase nos esquecemos de que ele é a verdadeira ameaça.
Sua atuação lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 2002, imortalizando um antagonista que acreditava ser o herói de sua própria história distorcida. A famosa frase “King Kong não tem nada comparado a mim” resume perfeitamente sua arrogância.
Frank Lucas, o criminoso com código de honra
No filme “O Gângster” (American Gangster, 2007), de Ridley Scott, Washington interpreta o chefão do crime Frank Lucas. Ele é implacável nos negócios, mas ao mesmo tempo um dedicado homem de família. Essa contradição nos aproxima do personagem.
A elegância e a inteligência com que Lucas constrói seu império de drogas no Harlem nos fazem admirá-lo como um estrategista, criando um complexo dilema moral para quem assiste.
John Creasy, o herói que virou justiceiro
Aqui a linha é ainda mais tênue. Em “Chamas da Vingança” (Man on Fire, 2004), John Creasy começa como um guarda-costas alcoólatra e suicida, mas se transforma em uma máquina de vingança implacável após o sequestro da menina que protegia.
Embora seus métodos sejam brutais, sua causa é justa aos olhos do público. Torcemos por cada passo de sua jornada violenta, pois sua dor se torna a nossa.
Tobin Frost, o espião que joga dos dois lados
Como o ex-agente da CIA Tobin Frost em “Protegendo o Inimigo” (Safe House, 2012), Denzel é um mestre da manipulação psicológica. Traidor para uns, visionário para outros, ele desmonta as certezas do agente novato que o custodia e as nossas também.
Sua inteligência e capacidade de estar sempre um passo à frente o tornam uma figura fascinante, mesmo que seus atos sejam questionáveis.
Whip Whitaker, o piloto refém de si mesmo
Em “O Voo” (Flight, 2012), o grande vilão não é uma pessoa, mas o vício. O piloto Whip Whitaker é um herói que salva dezenas de vidas em um pouso milagroso, mas seu alcoolismo e negação o colocam em uma rota de colisão com a verdade.
A luta interna de Whitaker é tão angustiante e real que torcemos para que ele vença seus demônios, mesmo quando ele mente e sabota a si mesmo.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.