Rio
TrensRJ terá drones e PM para combater calote de R$ 380 mil por dia: o que muda para passageiros
Perda de R$ 380 mil por dia e acessos por buracos viram desafio de segurança para TrensRJ
Desde o primeiro dia de operação, a TrensRJ já se deparou com um dos desafios que vão além da infraestrutura: cerca de 50 mil passageiros entram diariamente no sistema ferroviário sem pagar passagem, segundo apuração do O Dia. O chamado calote representa uma perda que pode chegar a R$ 380 mil por dia — ou R$ 250 mil se calculada pela tarifa social de R$ 5.
O rombo financeiro usa como porta de entrada buracos abertos ao redor da malha ferroviária. Moradores e criminosos utilizam esses pontos para acessar o sistema sem passar por qualquer controle, o que mistura problema de arrecadação com ameaça à segurança pública.
Flagrantes logo no primeiro dia
Na estreia da concessionária, agentes identificaram quatro homens em atitude suspeita no trecho entre as estações Maracanã e Praça da Bandeira. Em Marechal Hermes, na Zona Norte, outras três pessoas foram vistas circulando irregularmente entre os trilhos. Os episódios ilustram como os mesmos acessos usados por quem evita a catraca também servem de rota para criminosos que precisam entrar e sair da área ferroviária sem controle.
Drones e 97 pontos sensíveis mapeados
A TrensRJ ainda não tem uma estratégia definida para conter o problema, mas já conta com um diagnóstico: 97 pontos sensíveis foram identificados ao longo do sistema. O plano em elaboração prevê o uso de drones para monitorar esses trechos e mapear ocorrências de calotes, furtos e roubos em parceria com as forças de segurança. O apoio policial deve vir de 16 batalhões da Polícia Militar, 38 delegacias e do Grupamento de Policiamento Ferroviário.