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Falsa advogada que se passava por herdeira aplicava golpe de R$ 2 milhões no Rio

Suspeita conquistava a confiança das vítimas ao ostentar prestígio social e prometer negócios com imóveis e obras de arte

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema sofisticado onde uma mulher se passava por advogada e herdeira rica para aplicar golpes. A fraude, que envolvia negociações de quadros valiosos e propriedades de luxo, gerou um prejuízo estimado em R$ 2 milhões.

A principal suspeita conquistava a confiança das vítimas projetando uma imagem de prestígio social. Com a promessa de intermediar a venda de um imóvel em Copacabana e peças de arte, ela conseguia convencer os alvos a realizarem vultosos pagamentos antecipados.

Prisões e buscas em bairros de luxo e Niterói

Para desarticular o grupo, agentes da Delegacia de Defraudações (DDEF) deflagraram a Operação Tela Falsa nesta quarta-feira (03/06). Até o momento, as equipes conseguiram prender uma pessoa e localizar uma das obras de arte negociadas ilegalmente.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços situados em Ipanema, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca, além do município de Niterói. A ação policial busca colher novas provas para identificar o paradeiro dos valores obtidos de forma criminosa.

Documentos falsos e cheques sem fundo no esquema

As apurações mostraram que o grupo utilizava documentos falsificados e comprovantes bancários sem lastro para simular as transações. Além disso, cheques usados no esquema eram devolvidos por fraude, deixando as vítimas sem o dinheiro e sem os bens.

A polícia investiga agora a participação de outros comparsas que auxiliavam na ocultação do patrimônio. O inquérito apura os crimes de apropriação indébita e estelionato, focando na recuperação de peças de arte que teriam sido vendidas sem a devida autorização dos proprietários originais.