Brasil
SUS adota novo exame para rastreamento do câncer colorretal
Teste de sangue oculto nas fezes passa a ser referência para pessoas entre 50 e 75 anos e pode ampliar o diagnóstico precoce da doença para mais de 40 milhões de brasileiros.
Foi incorporado no Sistema Único de Saúde, o SUS, o novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal, um teste imunoquímico fecal, que passará a ser o exame de referência para pessoas que não apresentam sintomas entre 50 e 75 anos.
A medida pode ampliar o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença para mais de 40 milhões de brasileiros.
Procurado pela Super Rádio Tupi, o médico oncologista Daniel Mussi explicou a importância desse exame, dizendo que se trata de um teste que consegue avaliar se existe sangramento no intestino ou não.
“Pode avaliar, inclusive, sangramentos que seriam interceptíveis aos olhos nudos. O padrão para o exame é a colonoscopia, mas a colonoscopia, além do preparo ser ruim, não é acessível para toda a população.” – explicou o médico afirmando que o FIT-Test é um ótimo exame.
O câncer coloretal é hoje o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, com o país devendo registrar, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Câncer, cerca de 53 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.
Além disso, um estudo recente aponta que as mortes por esse tipo de câncer devem aumentar quase três vezes até 2030.
Uma das razões que explicam a grande mortalidade da doença é o fato de a maioria dos pacientes descobrir o câncer somente em estágios avançados, justamente o que o rastreamento organizado quer impedir que aconteça.
O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades do chamado sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser um sinal de lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
A diretriz, com as orientações para a nova testagem, foi elaborada por especialistas e recebeu o parecer favorável de uma comissão no SUS em março deste ano.