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Governo Trump barra entrada de árbitro africano para trabalhar na Copa do Mundo

Árbitro da Somália, premiado na África, teve entrada barrada nos EUA para a Copa do Mundo

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Árbitro somali da Copa é barrado nos EUA por veto do governo Trump. Foto: Reprodução

O árbitro Omar Artan, um dos representantes da Somália na Copa do Mundo, foi impedido de entrar nos Estados Unidos para trabalhar no torneio. A decisão partiu do governo de Donald Trump, conforme anunciado nesta segunda-feira (8) por representantes somalis.

Apesar de o profissional possuir um visto em situação regular, as autoridades americanas barraram sua chegada. Segundo Ciise Aden Abshir, assessor ministerial somali, as razões específicas para o impedimento ainda não foram esclarecidas pelo governo dos EUA.

Carreira de destaque no futebol africano

No quadro da Fifa desde 2018, Artan consolidou-se como uma das principais figuras da arbitragem continental. O profissional, que atua na liga nacional de seu país, recebeu o prêmio de Árbitro do Ano pela CAF em 2025.

Para o governo da Somália, a restrição prejudica a imagem do esporte global. Abshir, que já foi capitão da seleção nacional, afirmou que barrar o árbitro “mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”.

O assessor enfatizou que a medida causa danos pessoais e profissionais ao árbitro. Ele convocou a comunidade esportiva internacional a manifestar apoio a Artan, classificando o momento como um desafio significativo para a carreira do profissional.

Tensões entre Washington e Mogadíscio

A restrição ocorre em um cenário de endurecimento migratório. A Somália integra a lista de nações cujos cidadãos enfrentam proibições de viagem impostas pela atual gestão da Casa Branca.

Recentemente, o presidente Donald Trump fez duras críticas ao país africano, chegando a classificá-lo como “podre”. O governo americano também sinalizou que pretende encerrar as proteções que evitam a extradição de cidadãos somalis residentes nos Estados Unidos.