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“Penteado para esconder a calvície?”: Novo visual de Neymar para a Copa acende debate sobre avanço da alopecia entre jovens
Especialista explica se estratégias visuais funcionam e alerta para a importância do tratamento clínico antes do avanço das famosas “entradas”
A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, o camisa 10 Neymar Jr. voltou a dominar os holofotes, mas, desta vez, pelo visual. O craque apresentou um novo corte moicano descolorido que remete ao estilo marcante usado por ele em 2018. No entanto, o que chamou a atenção dos internautas e gerou uma onda de memes nas redes sociais foi a finalização do penteado, com os fios jogados para a frente, o que muitos apontaram como um truque para disfarçar o recuo da linha capilar e esconder a calvície.
“Ele está tentando tampar as entradas da calvície com a franja”, disparou um internauta. “A Copa do Mundo vai ser disputada na testa dele?”, brincou outro. Houve também quem comparasse a finalização a uma peruca mal colocada: “Parece que está com implante ou jogou o cabelo todo para frente para disfarçar”.
Brincadeiras à parte, a mudança estética do jogador de 34 anos reflete uma realidade que atinge milhões de homens: a luta contra a alopecia androgenética (calvície hereditária) e o avanço das famosas “entradas” na linha da testa. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 30% dos homens já manifestam sinais claros de calvície antes mesmo de completarem 30 anos, uma estatística impulsionada por predisposição genética e agravada pelo estresse de rotinas de alta performance.
Mudar o corte ou a forma de pentear o cabelo é o primeiro recurso utilizado por quem começa a notar o afinamento dos fios, mas especialistas alertam que o “disfarce” tem limite.
“O uso de franjas mais volumosas ou cortes texturizados para a frente, como o que o Neymar adotou, é uma estratégia cosmética válida e muito comum para harmonizar o rosto e cobrir áreas de rarefação iniciais”, explica Regina Carralero, especialista em saúde capilar e sócia da Santore Clinic. “No entanto, esconder o problema não o resolve. A calvície é uma condição progressiva. Se o paciente apenas muda o penteado e não trata a raiz do problema, o folículo continua sofrendo o processo de miniaturização até cicatrizar por completo, tornando a perda irreversível.”
O caso de Neymar, que se prepara para o torneio mundial em meio a uma intensa rotina de treinos e recuperação física, ilustra como fatores externos podem acelerar o relógio biológico do cabelo. Níveis elevados de cortisol (o hormônio do estresse), desgaste físico extremo e o uso frequente de químicas e descolorantes marcas registradas dos visuais do jogador ao longo das Copas podem fragilizar os fios e evidenciar as falhas.
De acordo com a especialista da Santore Clinic, o momento ideal para procurar ajuda é justamente quando os truques de penteado começam a ser necessários. “Muitos homens acreditam que a única solução para as entradas proeminentes é o transplante capilar, mas isso é um mito. Quando o diagnóstico é feito precocemente, conseguimos entrar com protocolos clínicos integrados, que envolvem terapias regenerativas no couro cabeludo e medicações específicas para frear a queda, encorpar os fios enfraquecidos e estabilizar a linha do cabelo por muitos anos”, destaca Carralero.
Seja para entrar em campo no Mundial ou para enfrentar a rotina corporativa, os cuidados com a saúde capilar vão muito além da estética do dia do jogo. “O cabelo é um termômetro da saúde e da autoestima masculina. O importante é não deixar que o disfarce substitua o tratamento”, finaliza a especialista.
O texto “Penteado para esconder a calvície?”: Novo visual de Neymar para a Copa acende debate sobre avanço da alopecia entre jovens foi publicado primeiro no Observatório dos Famosos.