Brasil
Criador do rope jump morreu após falha no sistema de cordas
Caso de Dan Osman, em 1998, volta ao debate após morte de jovem lançada sem corda em Limeira
O criador do rope jumping, o americano Dan Osman, morreu praticando a própria modalidade que ajudou a popularizar. Em 23 de novembro de 1998, aos 35 anos, ele saltou da Leaning Tower, formação rochosa no Parque Nacional de Yosemite, nos Estados Unidos, e morreu após uma falha no sistema de cordas. O caso voltou ao noticiário neste fim de semana, depois da morte de uma jovem lançada de uma ponte sem corda no interior de São Paulo.
A investigação sobre a morte de Osman foi conduzida pelo Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos, com apoio de um especialista em controle de qualidade de equipamentos de escalada. A conclusão apontou que uma mudança no ângulo do salto fez com que trechos das cordas, ligados por nós, se cruzassem durante a queda. O atrito entre eles gerou aquecimento e levou ao corte do próprio equipamento. As cordas, segundo a apuração, não apresentavam defeito de fabricação: a falha esteve ligada à decisão sobre o ângulo do salto.
Como funciona o rope jumping
Muitas vezes confundido com o bungee jump, o rope jumping funciona de forma diferente. Na modalidade, o praticante salta de pontes, viadutos, prédios ou paredões rochosos usando cordas com pouca elasticidade. A sensação de queda livre é maior antes da desaceleração, já que o sistema não tem o efeito elástico característico do bungee. Por isso, o esporte é considerado de alto risco e exige conhecimento técnico e preparação.
Osman é apontado como o inventor da prática, que ganhou notoriedade nos anos 1990.

A morte da jovem em Limeira
O caso de Osman voltou a ser lembrado após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na manhã deste sábado (13). Ela foi lançada de uma ponte de 40 metros sem a corda de segurança que deveria ser usada na prática, na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
Atenção, imagens fortes
Jovem morre após salto de rope jump sem corda de segurança; responsável pelo equipamento teria esquecido pic.twitter.com/SNLm2tIMhG
— Francês News (@francesnewsbr) June 13, 2026
Segundo a Polícia Militar, a jovem participava da atividade acompanhada por instrutores. Pessoas no local registraram o momento da queda em vídeo, no qual é possível ouvi-las gritando ao perceber que ela havia sido arremessada sem o equipamento. Testemunhas fizeram manobras de reanimação até a chegada do Samu, mas o óbito foi constatado no local por politraumatismo.
Momentos antes, Maria Eduarda havia publicado fotos da ponte nas redes sociais. Em uma das imagens aparece uma placa de “perigo” e “risco de morte” na entrada da estrutura. Na legenda, ela escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”. Após a ocorrência, seis pessoas foram conduzidas ao distrito policial e três permaneceram presas por homicídio com dolo eventual.
