Rio
Jovens de estupro em Copacabana são indiciados por caso de 2023
Mattheus e outro adolescente responderão por ato análogo a estupro coletivo ocorrido em 2023
A Polícia Civil indiciou três homens por um estupro coletivo ocorrido em agosto de 2023, no bairro de Botafogo. Dois dos envolvidos já estão sob custódia ou investigação por um crime semelhante cometido em Copacabana em janeiro de 2026.
As novas provas surgiram após a mãe da vítima de 14 anos reconhecer os suspeitos pela televisão. Segundo o delegado Ângelo Lages, o modo de agir dos criminosos é idêntico nas duas situações, com o uso de um menor para atrair as vítimas.
Suspeitos respondem por estupro e internação judicial
Entre os indiciados está Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que já se encontra preso preventivamente pelo ataque mais recente. Como ele era menor de idade em 2023, responderá por ato análogo a estupro coletivo, assim como outro adolescente envolvido nos dois episódios.
Um terceiro suspeito, Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, também foi indiciado pelo crime em Botafogo. No entanto, a polícia não solicitou sua prisão imediata por entender que, devido ao tempo decorrido, podem ser aplicadas medidas cautelares alternativas.
A decisão da juíza Vanessa Cavalieri determinou a internação do adolescente envolvido por um período inicial de seis meses. A magistrada destacou a periculosidade do grupo e a gravidade das agressões relatadas no inquérito policial.

Detalhes de crime ocorrido em apartamento de Botafogo
O crime de 2023 aconteceu em um imóvel na Rua São Clemente, onde a vítima foi atraída sob o pretexto de um encontro. No local, ela foi cercada por três rapazes e submetida a abusos que duraram cerca de uma hora e meia.
Além da violência sexual, a jovem relatou ter sido agredida com socos e tapas. Os criminosos teriam filmado a ação para intimidar a adolescente, utilizando as imagens como ferramenta de constrangimento posterior nas redes sociais.
Provas técnicas e vídeos reforçam acusações
De acordo com as investigações da 12ª DP, mensagens de texto e vídeos das lesões corporais feitos na época confirmam o relato da vítima. O material técnico foi fundamental para sustentar o pedido de indiciamento anos após o ocorrido.
“Temos vídeo das lesões, feito na época, e mensagens de telefone posteriores ao caso, que corroboram os fatos”, explicou o delegado. A dinâmica de atrair a jovem para um ambiente privado foi o ponto central que ligou os dois ataques.
No caso ocorrido em Copacabana, além de Mattheus, as autoridades denunciaram João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti. O grupo responde por estupro coletivo qualificado e cárcere privado.