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Mulher é morta a facadas em Nova Iguaçu; marido suspeito desaparece

Familiares relatam histórico de agressões antes de Lizandra ser morta; marido sumiu

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A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu a investigação sobre a morte de Lizandra Adilha de Paula Leite, de 46 anos, esfaqueada em Nova Iguaçu. O principal suspeito é o marido da vítima, que desapareceu logo após o ocorrido no último final de semana.

O sepultamento da vítima aconteceu nesta segunda-feira (15). O caso foi transferido da 56ª DP (Comendador Soares) para a delegacia especializada, que agora busca localizar o companheiro de Lizandra para prestar esclarecimentos sobre o crime.

Histórico de agressões e desaparecimento do marido

De acordo com relatos de familiares, o homem entrou em contato na sexta-feira, dia 12 de abril, afirmando que a esposa havia sido levada para o hospital por estar “muito machucada”. Ele alegou que Lizandra teria se envolvido em uma briga de rua, mas não forneceu detalhes sobre a suposta confusão.

Parentes da vítima contestam a versão e apontam um histórico de violência doméstica no relacionamento. Segundo a irmã de Lizandra, as agressões eram recorrentes, mas ela nunca registrou queixa formal na polícia por “medo de sofrer retaliações” por parte do marido.

Atendimento na UPA e paradas cardíacas

A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Iguaçu informou que a paciente chegou à unidade com sinais claros de espancamento, sangramento e dores intensas na região abdominal. Devido à gravidade das lesões e à suspeita de crime, a equipe médica notificou a Polícia Civil imediatamente.

Durante o período em que esteve internada na UPA Patrícia Marinho, Lizandra sofreu três paradas cardiorrespiratórias. Apesar de ter sido reanimada em duas ocasiões pelos médicos, ela acabou falecendo no sábado, após a terceira intercorrência cardíaca.