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Paralisação na TV Justiça revela crise e incomoda Supremo Tribunal Federal
Funcionários denunciam atrasos salariais e temem colapso nos contratos terceirizados do STF
Funcionários da TV Justiça, Rádio Justiça e da área de comunicação do STF entraram em greve nesta segunda-feira (15), alegando atrasos no pagamento de salários, tíquete-alimentação, FGTS e outros direitos trabalhistas.
Segundo o colunista Flávio Ricco, a paralisação ocorre após reunião entre o Supremo e cerca de 100 trabalhadores. O tribunal informou ter aplicado multas à Fundac, fundação responsável pelos serviços terceirizados, mas os grevistas afirmam que as medidas não garantem o pagamento dos débitos.
O maior temor da categoria é o fim do contrato da Fundac, previsto para 31 de julho. Os profissionais exigem que o STF assegure recursos para verbas rescisórias e demais direitos, já que a fundação enfrenta bloqueios judiciais e dificuldades financeiras.
A crise é antiga: atrasos, sobrecarga e redução de equipes já afetaram contratos anteriores, provocando problemas de saúde entre os trabalhadores, como casos de esgotamento.
Outro ponto de tensão é a nova licitação para os serviços de comunicação. A categoria teme cortes de vagas, avanço da pejotização e salários menores. Para os grevistas, a paralisação é uma forma de pressionar por garantias concretas e expõe problemas estruturais que se arrastam há anos nos bastidores da comunicação do Judiciário.
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