Copa do Mundo
Governo de Gana recorre à Justiça para tentar liberar Partey para estreia na Copa
Jogador está proibido de entrar no Canadá por conta de acusações de agressão sexual
O Governo de Gana acionou a Justiça do Canadá para tentar garantir a presença de Thomas Partey na estreia da seleção na Copa do Mundo de 2026. A equipe enfrenta o Panamá na próxima quarta-feira, 17, em Toronto, enquanto o meio-campista permanece nos Estados Unidos.
Partey teve o pedido de visto negado pelas autoridades canadenses devido ao processo judicial que responde no Reino Unido. O jogador, atualmente no Villarreal, enfrenta acusações de estupro e agressão sexual, que ele nega.
Diante da proximidade da partida, o governo ganês apresentou um pedido de caráter liminar para que o atleta receba autorização excepcional de entrada no país. No entanto, não há garantia de que a decisão seja tomada antes do confronto. A informação foi divulgada pela emissora canadense CBC.
A situação levou a delegação ganesa a viajar para Toronto sem o jogador. Mesmo assim, o técnico Carlos Queiroz evitou descartar completamente a participação do atleta na estreia.
Segundo o treinador, a comissão técnica trabalha com os jogadores atualmente disponíveis, mas seguirá acompanhando o desfecho do caso até os momentos finais antes da partida. Queiroz afirmou que a equipe está preparada para adaptar seu planejamento de acordo com qualquer decisão que venha a ser tomada pelas autoridades.
Caso de Partey teve repercussão diplomática
O caso também provocou repercussão diplomática. O Ministério das Relações Exteriores de Gana criticou publicamente a decisão canadense, classificando-a como arbitrária e injusta por estar baseada em acusações que ainda não resultaram em condenação judicial.
Enquanto isso, Partey continua participando normalmente das atividades da seleção ganesa no centro de treinamento localizado em Boston. Os Estados Unidos autorizaram sua entrada após análise individual do caso, considerando que o jogador permanece em liberdade e aguarda julgamento na Justiça inglesa.
A expectativa agora é pela resposta das autoridades canadenses, que pode definir se Gana contará ou não com um de seus principais jogadores na abertura de sua campanha no Grupo L da Copa do Mundo.