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Quem é a torcedora mirim que “aconselha” Ancelotti nas redes sociais

Gabriela Lira, aos dez anos, acertou em cheio ao recomendar mais confiança em Matheus Cunha, autor de dois gols contra o Haiti

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Foto - Reprodução

Em época de Copa do Mundo, todo brasileiro se torna técnico da seleção. A pequena Maria Gabriela Lira, de 10 anos, não é exceção. No Instagram, a torcedora-mirim publica vídeos onde aconselha o técnico italiano Carlos Ancelotti com dicas e recomendações para os jogos do Brasil.

Natural de Campina Grande (PB), Gabi Lira, como é conhecida nas redes sociais, se divide entre os estudos e o esporte. “A paixão pelo futebol surgiu durante a pandemia”, lembra o pai, Gilson Lira. “Em casa, passava horas jogando na sala do apartamento com o pai e o irmão mais velho”.

Para o jogo do Brasil contra o Haiti, nesta sexta-feira (19/6), Gabi alertou Ancelotti sobre a movimentação da seleção em campo. “Nossa defesa tem que ficar mais atenta. Mesmo o Haiti não sendo uma seleção tão forte assim, o Brasil não pode relaxar nem por um minuto”, aconselha.

Gabi acertou em cheio ao aconselhar o técnico para que utilizasse Matheus Cunha no jogo. Segundo ela, o jogador tem o que o meio de campo brasileiro precisa: transições e passes rápidos, e muita movimentação. Dito e feito, o camisa 9 foi autor de dois gols contra a seleção haitiana. 

Especialista nata

A paixão pelo futebol levou a própria Gabi aos campos. Ela chegou a disputar a Copa do Mundo de Futsal, promovida pela Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), defendendo a seleção argentina. 

“Nos treinos e competições, eu sempre gravava os vídeos da Gabi”, lembra Gilson. “Quando chegávamos em casa, ela fazia questão de assistir tudo comigo”. O olhar detalhista da jovem sobre as jogadas acabou motivando a criação do perfil nas redes. Segundo o pai, a ideia partiu da própria Gabi. 

“A intenção dela era motivar outras meninas a acreditarem que o futebol pode ser um espaço para elas”, afirma. “Isso tem um significado especial porque a Gabi joga em equipes mistas, formadas, em sua maioria, por meninos. Ao longo do tempo, ela percebeu que muitas meninas ainda deixam de jogar por falta de incentivo ou por acreditarem que o futebol não é para elas”.

Gabi afirma que acompanha Ancelotti desde a segunda passagem pelo Real Madrid, daí a “intimidade” para os conselhos certeiros ao italiano.  “Ela gosta de observar os detalhes, analisar as escalações e formar suas próprias opiniões sobre as partidas”, afirma o pai.

Um dos pedidos mais recorrentes da jovem analista não poderia ser outro: ela quer ver o brasiliense Endrick em campo. “Ancelotti, você precisa confiar em mim e em todos os brasileiros. Bota o Endrick em campo e não deixa ele no banco”, pede em um dos vídeos recentes.