Botafogo
Justiça devolve direitos políticos a Textor e reacende disputa pelo comando da SAF do Botafogo
Uma nova decisão da Justiça do Rio de Janeiro voltou a movimentar os bastidores do Botafogo.
Uma nova decisão da Justiça do Rio de Janeiro voltou a movimentar os bastidores do Botafogo. Nesta terça-feira, o desembargador Luiz Eduardo Canabarro determinou o restabelecimento dos direitos políticos de John Textor dentro da SAF alvinegra e interrompeu, de forma provisória, os efeitos das decisões arbitrais que haviam limitado sua atuação.
Com isso, o empresário americano recupera espaço nos órgãos deliberativos e volta a participar das discussões ligadas ao comando do futebol do clube enquanto o processo segue em andamento.
Decisão recoloca Textor na estrutura da SAF
O processo corre em sigilo, mas o despacho produz efeito imediato. A medida devolve a Textor o direito de integrar novamente os espaços de decisão da SAF e reduz, ao menos neste momento, os impactos das medidas que restringiam sua participação.
Além disso, o entendimento judicial abre caminho para que o empresário acompanhe mais de perto os próximos movimentos institucionais do clube.
A defesa de Textor confirmou a decisão e sustentou que o afastamento ocorreu sem garantir plenamente o contraditório e a ampla defesa.
Segundo os advogados, a medida respeita princípios constitucionais e assegura o direito de participação do empresário no processo.
Botafogo aponta possível choque com entendimento do STJ
Por outro lado, o Botafogo associativo interpreta o cenário de forma diferente. Internamente, existe o entendimento de que a nova decisão pode gerar conflito com posicionamento anterior do Superior Tribunal de Justiça.
No fim de maio, o STJ reconheceu o Tribunal Arbitral como instância responsável por conduzir o litígio envolvendo a SAF.
Ainda assim, pessoas próximas a Textor defendem que não há incompatibilidade. Para esse grupo, o reconhecimento da arbitragem não elimina a necessidade de garantir direitos fundamentais durante o andamento do processo.
Cenário da SAF segue indefinido
A disputa pelo comando da SAF ganhou força desde abril, quando o Tribunal Arbitral ligado à Fundação Getúlio Vargas retirou Textor da administração.
Depois disso, o clube avançou em outras frentes. Entre elas, surgiu a assinatura de um documento vinculante com a GDA Luma, atual credora da instituição, como etapa para uma futura venda da SAF.
Entretanto, a negociação ainda não chegou ao fim.
Agora, com a volta dos direitos políticos de Textor, o cenário institucional do Botafogo ganha novos elementos. Ao mesmo tempo, permanecem abertas as discussões sobre quem conduzirá os próximos passos da SAF nos bastidores do clube.