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“Esperança renovada”: programas de adoções especiais ganham destaque no Rio de Janeiro

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A busca por um lar temporário é uma das maiores dificuldades para jovens separados das famílias. No entanto, alternativas humanizadas se tornaram uma possibilidade mais confortáveis aos menores de idade em vulnerabilidade social. De acordo com o 36º Censo da População Infantojuvenil Acolhida do MPRJ, no final de 2025 a capital fluminense registrou 432 crianças e adolescentes acolhidas em programas sociais.

Ao todo, a cidade do Rio conta com 41 iniciativas que acolhem jovens sem lar. Uma das principais é o Serviço Família Acolhedora, da Secretaria Municipal de Assistência Social. O programa é uma modalidade alternativa para adoções temporárias, que prioriza o cuidado individualizado dos jovens junto à uma família voluntária.

Crianças e adolescentes que tenham sofrido algum tipo de violação de direitos, e tenham sido afastadas das famílias por medida protetiva, encontram apoio e afeto na convivência familiar. O serviço é oferecido até que haja a reinserção à família de origem ou, caso isso não seja possível, o encaminhamento para adoção. O Secretário municipal de Assistência Social, Augusto Ribeiro, da Prefeitura do Rio, explica como funciona a capacitação e o processo de seleção das famílias acolhedoras:

“Os interessados fazem uma inscrição no site da Prefeitura, passam por avaliações com assistentes sociais e psicólogos, entrevistas, visitas na casa para verificar se tem condições de receber as crianças e diversas capacitações. Só depois de aprovada em todas essas etapas, é que as famílias são habilitadas para acolher temporariamente uma criança ou um adolescente. As famílias recebem uma bolsa-auxílio mensal de R$ 1.400 por cada criança, podendo chegar até R$ 2.030, caso os jovens sejam portadores de algum tipo de deficiência”.

Outras cidades do estado do Rio também contam com programas similares, como o Família Acolhedora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A Viviane Cordeiro, coordenadora da iniciativa no município, reforça a importância da medida:

“Garante proteção integral, favorece vínculos e oferece o ambiente mais singularizado de cuidado para cada criança acolhida. O programa é capaz de transformar não só a vida dessas crianças, mas também das famílias que decidem acolher, porque acolher é um gesto de amor que ajuda a cuidar, proteger e recomeçar histórias”.

A equipe da Super Rádio Tupi conversou com a assistente social Daniele Basilio, membro da Família Acolhedora de Nova Iguaçu. Daniele conta que atualmente convive com dois irmãos, um de 1 ano e outra de 3 anos, e ressalta o significado de fazer parte deste projeto.

“É o que tenho me motivado, me inspirado, me trazido alegria alegria, mediante tudo que eu tenho passado na minha vida pessoal. Então está sendo uma troca maravilhosa porque eu recebo muito das crianças, muito carinho e muito afeto. A interação com eles é muito boa e para mim chegou num momento que eu precisava me sentir útil e receber também um pouco de carinho e de afeto para ter a minha esperança renovada”.

Desde o início do ano passado, os serviços de acolhimento familiar atenderam quase 300 crianças na cidade do Rio de Janeiro. Já em Nova Iguaçu, a partir da implementação do programa em 2018, 48 acolhimentos já foram realizados.