Brasil
Caso Maria Eduarda: Instrutores de rope jump indiciados por homicídio doloso
Justiça em Limeira: inquérito da morte em rope jump é concluído e instrutores indiciados
Três instrutores da empresa Entre Cordas foram formalmente indiciados por homicídio doloso qualificado pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o caso, ocorrido em Limeira, no interior de São Paulo, e o encaminhou à Justiça.
A jovem morreu após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros durante um salto de rope jump sem estar conectada aos equipamentos de segurança. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, presos desde o dia do acidente em 14 de maio, foram indiciados por assumirem o risco de causar a morte da vítima.
Novas prisões ampliam investigação
A conclusão do primeiro inquérito levou à abertura de um novo procedimento para apurar a participação de outras cinco pessoas no crime. Com base nos novos desdobramentos, a Justiça decretou a prisão temporária de três desses investigados — uma mulher e dois homens —, que foi cumprida no último sábado (20).
Durante a fase de apuração, a polícia ouviu o depoimento de 22 pessoas para esclarecer as circunstâncias da tragédia. As diligências continuam para identificar outros possíveis envolvidos no caso.
Fuga e tentativa de ocultar provas
Segundo os autos do processo, os três instrutores não conseguiram explicar como a falha fatal aconteceu. A Justiça classificou o ocorrido como negligência e converteu a prisão em flagrante do trio em preventiva.
A decisão judicial também destacou que, durante a perícia no local, foi constatado o desaparecimento da câmera que registrava a atividade de Maria Eduarda, o que pode indicar uma tentativa de ocultação de provas. Além disso, os três funcionários fugiram em direção a uma área de mata próxima quando um dos policiais se afastou para auxiliar no resgate.