Mundo Corporativo
Fungetur apoia turismo brasileiro com R$ 826 milhões
Linhas de crédito permitem financiamento de até R$ 15 milhões, com juros de 9% ao ano, prazos longos e carência de até cinco anos
Criado pelo Ministério do Turismo (MTur) para fortalecer empresas do setor por meio de linhas de crédito com condições diferenciadas e taxas atrativas, o Fundo Geral do Turismo (Fungetur) disponibilizará R$ 826 milhões a empreendedores privados do ramo em 2026.
De acordo com o MTur, os recursos podem ter várias finalidades, como manter o fluxo de caixa, adquirir veículos e equipamentos, reformar instalações, modernizar sistemas, ampliar a estrutura e qualificar o negócio à adequada recepção de visitantes.
O acesso ao Fungetur exige registro ativo no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do Ministério do Turismo (Cadastur). Suas linhas de crédito permitem financiamentos de até R$ 15 milhões, com juros reduzidos (em torno de 9% ao ano), prazos longos e carência que pode chegar a cinco anos, dependendo da modalidade.
Para capital de giro, os prazos são de até 60 meses. No caso de obras, construção, reforma e ampliação de negócios, o pagamento tem a possibilidade de se estender por até 240 meses.
Durante a edição do Salão do Turismo deste ano, em Fortaleza (CE), estiveram presentes ao menos 14 agentes financeiros a fim de oferecer orientações técnicas e prestar esclarecimentos sobre as linhas de financiamento do Fungetur.
De acordo com o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a ação visa a democratizar o acesso ao financiamento para empreendedores do setor e fortalecer tanto os pequenos empreendedores, como guias e agências, quanto pousadas, restaurantes e transportadores.
“O Fungetur é um instrumento valioso e que vem cumprindo bem seu papel junto aos pequenos e médios negócios do turismo. Para dar o próximo salto, o desafio é adequar o fundo à escala dos grandes investimentos do setor”, afirma José Henrique Azeredo, diretor Institucional da RTSC, holding de investimentos nos setores imobiliário e turístico.
Segundo o executivo, a hotelaria e os parques mobilizam aportes muito superiores ao teto atual, e há caminhos para que o fundo também viabilize esses projetos.
Durante o programa Bom Dia, Ministro, de 5 de maio, Gustavo Feliciano destacou o momento positivo vivido pelo setor no Brasil, com recordes em diversas áreas e impactos diretos na geração de emprego e renda no país.
No primeiro trimestre de 2026, por exemplo, o Brasil registrou a entrada de 3,7 milhões de turistas internacionais, o maior número já contabilizado para o período. Apenas no mês de março, foi registrado 1,05 milhão de visitantes estrangeiros, alta de 13% em relação ao mesmo mês do ano passado.
O desempenho também se reflete na movimentação doméstica: entre janeiro e março, 25,2 milhões de passageiros viajaram pelo país, um aumento de 6,17% na comparação anual e um novo recorde para o período.
No mercado de trabalho, dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o setor também apresenta resultados expressivos. Entre março de 2025 e março de 2026, foram criados 86.826 postos de trabalho com carteira assinada, totalizando mais de 2,4 milhões de trabalhadores no turismo. O contraste com o ano anterior evidencia a recuperação: em março de 2025, o saldo foi negativo, enquanto neste ano houve a criação de 7.959 vagas formais.
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