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Justiça manda prender ex-companheiro por morte de jovem em Rocha Miranda

Deivison de Oliveira dos Santos é apontado como autor do feminicídio de Iasmin Rodrigues da Silva, de 24 anos. A mãe da vítima também foi esfaqueada e sobreviveu

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Foto: Reprodução

A Justiça do Rio decretou a prisão temporária de Deivison de Oliveira dos Santos, apontado como o responsável pela morte de Iasmin Rodrigues da Silva, de 24 anos, esfaqueada na última segunda-feira (22) na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, Zona Norte do Rio.

O corpo da jovem será velado nesta quarta-feira (24), a partir das 16h30, no Cemitério de Irajá. De acordo com a polícia, testemunhas relataram que Deivison fugiu imediatamente após o crime.

Suspeito esperou padrasto sair para atacar

Segundo as investigações, Deivison teria aguardado o padrasto de Iasmin deixar a residência antes de entrar no imóvel e cometer o ataque. A filha do casal, de 2 anos, estava na casa no momento do crime.

A mãe da vítima, Luana da Silva, tentou conter a agressão e também foi esfaqueada, mas sobreviveu após receber socorro. Em entrevista ao Balanço Geral, ela contou que ele fingiu que estava levando fraudas para o bebê.

“Era uma menina nova. Isso tudo porque minha filha não queria mais conviver com ele. Ela foi embora para a minha casa, já estava [morando comigo] há duas semanas. Esse desgraçado foi até lá, fingindo que estava levando fralda para a bebê. Eu desci, abri o portão para pegar a fralda e, nessa hora, ele botou a faca no meu pescoço. Eu empurrei ele e ele me acertou com uma facada no braço”, contou.

“Ele correu para cima da minha filha, cortou a jugular dela. Pura maldade. Invadiu minha casa para matar minha filha só porque ela não queria mais ficar com ele. Isso tudo na frente da minha neta. Estou sofrendo, vou enterrar minha filha. Só vou ficar em paz depois que ele pagar. Quero que ele pague. O relacionamento era muito abusivo, ele queria manter minha filha em cárcere privado, não deixava ela trabalhar. Minha filha não podia falar com ninguém”, disse Luana.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).