Botafogo
Botafogo sofre novo transfer ban da Fifa por dívida com Junior Barranquilla
Alvinegro recebe a sexta punição da Fifa por atraso em pagamentos, desta vez relacionada à contratação de Jordan Barrera junto ao Junior Barranquilla
O Botafogo sofreu novo transfer ban imposto pela Fifa. A entidade aplicou nesta terça-feira (30) a sexta punição ao clube carioca, desta vez por uma dívida com o Junior Barranquilla, da Colômbia, referente à negociação do meia Jordan Barrera.
O jogador foi contratado pelo Glorioso em 2025 por aproximadamente R$ 21,8 milhões. No entanto, o atraso no cumprimento das obrigações financeiras levou o clube colombiano a recorrer à Fifa, que determinou um novo bloqueio para registro de atletas. A sanção tem validade de três janelas de transferências, conforme prevê o regulamento da entidade.
Recuperação judicial impede pagamento imediato
Entretanto, o Botafogo segue respaldado pelo processo de recuperação judicial, aprovado pela Justiça brasileira. Por esse motivo, o clube argumenta que está legalmente impedido de antecipar o pagamento de credores fora do plano estabelecido, tese que vem sendo utilizada para solicitar à Fifa a suspensão das punições aplicadas.
Na última segunda-feira (29), esse argumento já havia surtido efeito. A Fifa retirou o transfer ban relacionado à dívida com o Atlanta United, referente à contratação de Thiago Almada. Apesar da decisão favorável ao Alvinegro, o clube norte-americano apresentou recurso e tenta reverter a suspensão da punição.
Botafogo ainda acumula outras punições
Além do caso envolvendo Jordan Barrera, o Botafogo ainda possui seis transfer bans ativos. As demais punições estão ligadas às contratações de Rwan Cruz, Santi Rodríguez, Artur e Lucas Villalba, além de uma sanção por multas administrativas que seguem pendentes de regularização.
Apesar do número elevado de bloqueios registrados no sistema da Fifa, o clube mantém a expectativa de conseguir novas suspensões das punições enquanto o processo de recuperação judicial estiver em vigor. A diretoria entende que o cenário jurídico brasileiro oferece respaldo para impedir prejuízos esportivos durante a reestruturação financeira.