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Chefe de fábrica de fuzis que abastecia o crime no RJ é preso na Maré

Operação prende líder de grupo que produzia 3,5 mil fuzis/ano para o crime organizado no RJ

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal desarticulou, nesta terça-feira (30), a gestão de um esquema industrial de fabricação de fuzis que abastecia as maiores facções do Rio de Janeiro. Clayton Combe Ribeiro, apontado como o administrador da rede criminosa, foi localizado e preso no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital fluminense.

As investigações indicam que a quadrilha mantinha um ritmo de produção de 3,5 mil fuzis por ano entre 2023 e 2025. O material bélico era originalmente destinado ao Comando Vermelho, com entregas frequentes para a Rocinha e o Complexo do Alemão. Recentemente, Clayton teria negociado também com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção que forneceu o esconderijo onde ele foi encontrado.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Logística industrial e tecnologia de ponta

O grupo utilizava técnicas avançadas para burlar a fiscalização e manter o estoque das quadrilhas. Confira os detalhes da operação:

Entenda a operação da fábrica clandestina

Detalhes sobre a produção e o esquema de montagem de armamentos.

🏭 Local de produção camuflado

A fábrica operava em Santa Bárbara D’Oeste sob fachada comercial, montando armas em larga escala antes do envio ao Rio.

📱 Modelagem 3D avançada

Vídeos no celular do suspeito revelaram projetos digitais detalhados de peças para a plataforma AR, garantindo precisão industrial clandestina.

✈️ Componentes estrangeiros

Peças específicas eram trazidas ilegalmente do exterior para finalizar os fuzis, buscando reduzir custos e riscos da produção.

Histórico de investigações e acusações judiciais

Este caso é um desdobramento de investigações iniciadas em outubro de 2023, durante a operação Wardogs. Naquela época, Silas Diniz Carvalho, chefe da organização, foi preso em uma residência de luxo na Barra da Tijuca com quase 50 fuzis. O trabalho atual, realizado em parceria com o Gaeco/MPF, deve compartilhar dados com autoridades de outros estados para ampliar o combate à fabricação clandestina.

O suspeito capturado nesta terça-feira foi levado para o sistema penitenciário e enfrentará acusações graves. Entre os crimes listados estão a fabricação e o comércio ilegal de armas de uso restrito, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os dados colhidos na Maré serão agora integrados a inquéritos que tramitam em Minas Gerais e São Paulo.