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A cidade dos exageros perto de São Paulo encanta com monumentos gigantes e uma rocha de 280 milhões de anos
Um dos destinos mais curiosos de São Paulo.
Um semáforo do tamanho de um poste e um orelhão de três metros recebem quem chega à praça central de Itu. Mas por trás da brincadeira, essa cidade histórica do interior de São Paulo guarda um passado republicano e uma geologia rara.
De onde veio a fama de cidade dos exageros?
Tudo começou com uma piada de televisão. Nos anos 1960, o humorista ituano Francisco Flaviano de Almeida interpretava o caipira Simplício no programa A Praça da Alegria, da extinta TV Tupi, e jurava que em Itu tudo era maior.
A brincadeira virou identidade. A prefeitura abraçou o apelido e espalhou objetos gigantes pelas praças, do orelhão ao semáforo. Hoje a Praça dos Exageros reúne peças de xadrez, formigas e lápis em escala descomunal, um parque perfeito para fotos com as crianças.

O berço da República escondido nos casarões do centro
Antes dos objetos gigantes, Itu já tinha lugar na história do país. Em 18 de abril de 1873, mais de cem fazendeiros e políticos se reuniram num sobrado do centro e fundaram o Partido Republicano Paulista, no episódio que ficou conhecido como Convenção de Itu.
Esse sobrado hoje é o Museu Republicano, inaugurado em 1923 e mantido como extensão do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), com entrada gratuita. Foi essa história que rendeu à cidade o título de Berço da República, reforçado pelo fato de o primeiro presidente civil do Brasil, Prudente de Moraes, ter sido ituano.
O que ver no centro histórico e nos arredores?
O centro de Itu é compacto e caminhável, com casarões coloniais e ruas de paralelepípedo. Boa parte das atrações fica de graça e a poucos passos uma da outra.
- Parque Geológico do Varvito: paredões de rocha sedimentar de 280 milhões de anos, formados numa era glacial. Tombado pelo CONDEPHAAT, tem trilhas curtas e entrada gratuita.
- Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária: inaugurada em 1780, reúne um dos principais acervos barrocos do estado.
- FAMA Museu: ocupa 25 mil m² de uma antiga fábrica têxtil, com cerca de 2 mil obras de arte moderna e contemporânea.
- Trem Republicano: percurso de 7 km entre Itu e Salto em locomotiva histórica, com guias contando a campanha republicana.
- Parque Maeda: complexo de turismo rural com parque aquático, arvorismo e passeios a cavalo, ideal para famílias.
Onde comer a famosa parmegiana da cidade
A gastronomia de Itu mistura raízes caipiras, italianas, alemãs e portuguesas. O prato-símbolo, porém, também segue o espírito do exagero.
- Filé à parmegiana: carro-chefe local, servido em porções fartas que alimentam a mesa inteira, disputando fama de melhor do estado.
- Bar do Alemão: casa tradicional na Rua Paula Souza, referência antiga da cidade pela parmegiana e pela variedade de cervejas.
- Fazenda do Chocolate: produção artesanal com tour, degustação e contato com animais, nos arredores do centro.

Qual a melhor época para visitar Itu?
O clima é tropical de altitude, com inverno seco e verão mais quente e chuvoso. As estações intermediárias costumam ser as mais agradáveis para caminhar pelo centro.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Itu saindo de São Paulo?
A cidade fica a cerca de 100 km da capital paulista, pela Rodovia Castelo Branco (SP-280) ou pela Bandeirantes (SP-348), em torno de 1h15. O aeroporto de Viracopos, em Campinas, está a menos de 50 km, e há ônibus intermunicipais com saídas frequentes.
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Vá conhecer a cidade onde a piada virou história
Itu transforma uma brincadeira de TV em identidade sem perder a profundidade do passado. Poucos destinos entregam num só dia rocha de era glacial, museu da República, casario colonial e parmegiana farta a uma hora da capital.
Você precisa tirar aquela foto no orelhão gigante e descobrir que a cidade dos exageros guarda muito mais do que objetos fora de escala.