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Após acidente fatal, voos na Barra e em Jacarepaguá terão fiscalização mais rigorosa
Parlamentares anunciam rigor na fiscalização de voos em Jacarepaguá após acidente fatal
Dados coletados pelos radares instalados na Região Sudoeste do Rio mostram que 34% dos voos na área voam abaixo da altitude permitida. O número foi apresentado na quinta reunião entre parlamentares e o comando do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para tratar dos problemas causados pelo ruído de aeronaves no Aeroporto de Jacarepaguá e nos helipontos da região — agravados pela colisão entre dois helicópteros em 14 de junho, que matou seis pessoas.
Punição para pilotos fora das regras
A reunião, que contou com o Brigadeiro Pereira, comandante do DECEA, e representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), definiu divisão de responsabilidades entre os órgãos. O DECEA vai ampliar a fiscalização da altitude dos voos, enquanto a ANAC se comprometeu a autuar pilotos e aeronaves flagrados fora das normas. Os deputados federal Hugo Leal (PSD-RJ) e estadual Claudio Caiado (PSD) participaram do encontro e divulgaram os resultados.
“Já tínhamos conquistado o avanço da instalação dos radares ADS-B. Foram eles que revelaram que 34% dos voos na região estão abaixo do permitido. Agora, temos tudo para resolução final deste problema com a ANAC punindo os infratores”, disse Leal.
Reunião com Prefeitura do Rio está prevista
Os parlamentares também anunciaram que buscarão um encontro com a Prefeitura do Rio de Janeiro para discutir regras municipais sobre operação de aeronaves em áreas densamente habitadas. O objetivo é reduzir o impacto dos voos sobre moradores da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá.
Caiado destacou que a articulação vem de longa data. “Essa é uma luta que travamos há muitos anos ao lado do deputado Hugo Leal”, afirmou, acrescentando que os parlamentares vão continuar “cobrando fiscalização rigorosa e responsabilização de quem descumprir as normas”.
Sobre a colisão de 14 de junho, Leal afirmou ter recebido informações preliminares preocupantes, mas disse que aguardará o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) antes de se pronunciar oficialmente. “Vamos seguir em cima deste tema como já temos feito há mais de um ano. Só vamos parar quando esses problemas estiverem resolvidos”, declarou.