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Vídeo publicado por Márcio Poncio horas antes da prisão ganha repercussão nas redes
O pastor relembrou sua trajetória em um vídeo publicado antes de ser preso na Operação Unha e Carne, que também determinou o bloqueio de até R$ 22 milhões em bens e valores
Horas antes de ser preso pela Polícia Federal, o pastor Márcio Poncio publicou no Instagram um vídeo em que relembrava sua trajetória pessoal e profissional. Na legenda, escreveu que sua história foi construída com “esforço, perseverança e a certeza de que desistir nunca seria uma opção”. O perfil foi desativado na manhã desta quinta-feira (2), após a prisão.
A detenção aconteceu no âmbito da quinta fase da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apura o suposto repasse de informações sigilosas a integrantes do Comando Vermelho e um esquema de lavagem de dinheiro ligado à chamada Máfia do Cigarro.
Líder da “família Poncio” nas redes

Pastor da Igreja da Nuvem, Márcio acumula mais de 500 mil seguidores e é chamado informalmente de “pastor do cigarro” por sua atuação no setor de tabaco — seu primeiro emprego, mencionado no vídeo publicado na véspera da prisão, foi em uma fábrica do ramo, aos 18 anos.
A família Poncio ganhou grande repercussão em 2018 após o caso envolvendo Letícia Almeida, que engravidou de Jonathan Couto, então marido de Sarah Poncio, enquanto mantinha um relacionamento com Saulo Poncio.
Nos anos seguintes, Saulo voltou ao centro das atenções por crises em seu casamento com a influenciadora Gabi Brandt e por outras controvérsias, incluindo uma acusação de tentativa de agressão contra uma influenciadora e uma denúncia de estupro, caso que segue sob investigação.
Adilsinho também foi alvo
A mesma operação cumpriu mandados contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o contraventor Adilsinho, ambos já custodiados em unidades prisionais quando as ordens foram executadas. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, além do sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões.
Segundo a PF, a nova fase busca aprofundar a investigação sobre lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da nova cúpula do jogo do bicho fluminense e possíveis conexões com agentes dos poderes Executivo e Legislativo.