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Tribunal barra direito de resposta de Erika Hilton no Programa do Ratinho
A emissora e Ratinho recorreram, alegando falta de direito à defesa e necessidade de maior discussão do caso
A Justiça de São Paulo suspendeu nesta quinta-feira (2) a determinação que obrigava o apresentador Ratinho a transmitir um vídeo de direito de resposta da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A medida havia sido concedida em junho, após declarações do comunicador em seu programa, quando afirmou que Hilton “não é mulher, é trans” e que, por isso, não deveria presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
Ratinho declarou ainda que “para ser mulher tem que ter útero, menstruar, ficar chata três, quatro dias”, o que gerou grande repercussão. A liminar obrigava o SBT a exibir o vídeo da parlamentar com o mesmo destaque e duração das falas do apresentador.
A emissora e Ratinho recorreram, alegando falta de direito à defesa e necessidade de maior discussão do caso. O pedido foi aceito, e a decisão fica suspensa até julgamento definitivo.
Procurados, Ratinho e o SBT afirmaram não comentar processos judiciais. Já Erika Hilton disse estar confiante na manutenção da sentença em segunda instância, por considerá-la “bem fundamentada”.
Desde março, os dois travam disputas judiciais. Hilton processou Ratinho por transfobia, pedindo multa de R$ 10 milhões e a suspensão do programa por 30 dias. O SBT informou ter resolvido a questão internamente, sem detalhar medidas.
Em paralelo, Ratinho acionou o STF para que Hilton esclareça uma publicação em suas redes sociais, na qual, segundo ele, teria feito ilações envolvendo seu filho em um caso de estupro.
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