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Ancelotti rebate críticas e garante: “Não sou um gênio, mas também não sou tonto”
Técnico da Seleção Brasileira defende decisões contra o Japão, projeta duelo com a Noruega nas oitavas da Copa do Mundo e reforça confiança em Neymar.
Carlo Ancelotti respondeu às críticas sobre suas decisões no comando da Seleção Brasileira e reforçou a confiança da comissão técnica para o confronto contra a Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o treinador italiano afirmou que está acostumado com a pressão da profissão e destacou que o sucesso costuma ser atribuído aos jogadores, enquanto os tropeços recaem sobre o comandante.
Ancelotti comentou escolhas que geraram debates após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, como a permanência de Casemiro em campo e a entrada de Gabriel Martinelli durante a partida. Para ele, o técnico ocupa uma posição vulnerável no futebol.
“É frágil porque o êxito é dos jogadores, e a culpa é do treinador. O que diriam se não ganhássemos do Japão? O que poderia passar com a não substituição do Casemiro e a entrada do Martinelli? De quem seria a culpa? Minha, não? Eu entendo isso perfeitamente, e por isso quero manter muito equilíbrio”, afirmou.
Em seguida, o treinador resumiu sua visão sobre o próprio trabalho com uma frase bem-humorada:
“É 100% certo que não sou um gênio. Mas é 100% certo que não sou tonto.”

Respeito à Noruega e alerta para Haaland
O comandante da Seleção Brasileira também projetou o duelo contra a Noruega, marcado para domingo (5), às 17h (de Brasília). Ancelotti elogiou a organização da equipe adversária e destacou a qualidade de Erling Haaland, mas ressaltou que a preparação brasileira não está voltada apenas para o astro norueguês.
“Neste ponto, todos os jogos são duros. Em um mata-mata, entram em jogo muitos fatores, não só aspectos de estratégia, mas também mentais. A Noruega é uma boa equipe, com bons jogadores. Haaland é um dos melhores jogadores do mundo. Sempre é difícil, mas estamos confiantes de que teremos um bom jogo”, disse.
O técnico ainda destacou outras características da seleção europeia.
“Nossa preparação não está focada apenas no Haaland. A seleção norueguesa tem boa estratégia e um treinador experiente. É um time muito bem organizado na linha defensiva e muito forte na bola parada. São jogadores com bom preparo físico.”
Neymar segue nos planos
Ancelotti voltou a ser questionado sobre Neymar, que permaneceu no banco durante toda a partida contra o Japão. Apesar da ausência, o treinador garantiu que o camisa 10 está apto para atuar durante todo o jogo, caso seja necessário.
“O importante é que ele pode jogar. Quanto tempo, ninguém sabe. Ele tem experiência para manejar o ritmo de jogo. Quando eu entender que a equipe precisa dele, vou colocá-lo. Ele pode jogar os 90 minutos”, afirmou.
O treinador também elogiou a postura de Neymar durante a competição, destacando o comprometimento e o respeito do atacante mesmo quando não é utilizado entre os titulares.