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O Caribe Brasileiro vive em uma capital com piscinas naturais a 2 km da areia entre as melhores do país

O paraíso brasileiro onde piscinas naturais ficam a apenas 2 km da faixa de areia.

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Melhores destinos do Nordeste que você precisa conhecer pelo menos uma vez na vida
Roteiros revelam cenários naturais, cidades históricas e experiências únicas. - Créditos: depositphotos.com / Cristian_Lourenco

O mar verde-esmeralda aparece antes mesmo do avião pousar em Maceió. A capital de Alagoas encanta com piscinas naturais e foi eleita a melhor cidade do Brasil em 2025, e o segredo dessa cor está escondido debaixo d’água.

Por que Maceió é chamada de Caribe Brasileiro?

A resposta está nos recifes. Todo o litoral de Maceió é abraçado pela Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC), a maior unidade de conservação federal marinha costeira do país.

Gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a área se estende por cerca de 120 km entre Alagoas e Pernambuco. Em 2025, o governo federal a ampliou para 495.084 hectares. A barreira de corais funciona como um filtro natural, reduz a força das ondas e mantém a água rasa e transparente, criando as condições para que peixes coloridos circulem a poucos metros da faixa de areia.

O reconhecimento veio em peso. No Prêmio O Melhor de Viagem e Turismo 2025/2026, da revista da Editora Abril, Maceió venceu como melhor cidade do país com 17,7% dos votos, superando João Pessoa, Porto de Galinhas e Fortaleza.

A praia mais cristalina que você verá no Nordeste
Maceió – Créditos: depositphotos.com / Cristian_Lourenco

Como funciona o passeio às piscinas naturais de Pajuçara?

As jangadas partem direto da areia da Praia de Pajuçara, no coração da orla, rumo aos recifes a cerca de 2 km da costa. A travessia dura de 15 a 25 minutos, dependendo do vento.

O passeio só acontece na maré baixa, quando os corais afloram e formam os aquários naturais de águas cristalinas. Vale consultar a tábua de marés e priorizar índices abaixo de 0,5 m para aproveitar melhor. Algumas embarcações servem petiscos e bebidas durante a parada, e há jangadas adaptadas para cadeirantes.

Quais praias de Maceió merecem entrar no roteiro?

A orla urbana tem cerca de 40 km e reúne trechos para todos os ritmos. A maioria fica a poucos minutos do centro.

  • Praia de Pajuçara: ponto de partida das jangadas, com feira de artesanato na orla e barracas que servem caldinho de sururu.
  • Praia de Ponta Verde: o trecho mais nobre, com o letreiro icônico da cidade e o Caminho de Moisés, banco de areia que aparece na maré baixa e permite caminhar sobre o mar.
  • Praia de Jatiúca: ondas mais fortes que atraem surfistas, com boa estrutura de bares para o pôr do sol.
  • Praia do Francês: a cerca de 30 km ao sul, em Marechal Deodoro, com corais que protegem um lado e formam piscina natural.
  • Praia do Gunga: a 42 km, na foz de uma lagoa azul cercada por coqueiral, uma das paisagens mais fotografadas de Alagoas.

O outro lado da cidade fica na Lagoa Mundaú

Enquanto a orla pulsa, a Lagoa Mundaú respira devagar. Com cerca de 23 km² de superfície, ela forma um complexo de canais, manguezais e nove ilhas onde vivem pescadores e rendeiras.

Foi desse encontro de águas que nasceu o nome da cidade: Maceió vem do tupi e significa “o que tapa o alagadiço”. Os passeios de saveiro saem do bairro Pontal da Barra e duram cerca de quatro horas, entre ilhas e o pôr do sol mais lento da capital. No mesmo bairro, as filezeiras bordam a renda filé nas calçadas de casa, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas.

O que comer na capital alagoana?

A cozinha de Maceió nasce das lagoas e dos recifes, misturando frutos do mar, leite de coco e a tradição do sertão. Alguns pratos são passagem obrigatória.

  • Sururu de capote: molusco extraído da Lagoa Mundaú, servido com leite de coco e pirão. Reconhecido como patrimônio imaterial de Alagoas em 2014.
  • Chiclete de camarão: criação local com camarões envoltos em queijo derretido que estica como chiclete, presente em quase toda a orla.
  • Peixada alagoana: postas de peixe fresco com legumes e pirão de leite de coco, clássico do almoço à beira-mar.
  • Tapioca da orla: vendida em tendas noturnas no calçadão de Pajuçara, com recheios doces e salgados.

Leia também: A praia eleita a melhor do mundo fica na ilha que já foi presídio e é um arquipélago vulcânico.

Esta cidade nordestina está surpreendendo o Brasil com sua qualidade de vida
Maceió (Créditos: depositphotos.com / losak.napior)

Quando é a melhor época para visitar Maceió?

O clima tropical garante calor o ano inteiro, mas a transparência do mar muda conforme a estação. O período mais seco, de setembro a fevereiro, é a melhor janela para as piscinas naturais.

☀️ Verão Dez – Fev
Média: 24-30°C
Chuva: ☀️ Baixa
O predomínio de dias ensolarados e a estiagem favorecem o tradicional passeio de jangada até as famosas piscinas naturais urbanas, repletas de águas calmas.
🍂 Outono Mar – Mai
Média: 23-29°C
Chuva: ⛈️ Alta
Com o aumento gradual das precipitações, o roteiro ganha foco histórico com visitas ao centro histórico e navegação nas águas protegidas da Lagoa Mundaú.
🧣 Inverno Jun – Ago
Média: 22-28°C
Chuva: ⛈️ Alta
O ápice do período chuvoso pede atividades em ambientes protegidos, destacando a rica gastronomia regional e o acervo artístico preservado nos museus.
🌸 Primavera Set – Nov
Média: 23-29°C
Chuva: ☀️ Baixa
O retorno do tempo firme limpa o mar da costa, consolidando a época ideal para a prática de mergulho e passeios pelas falésias da icônica Praia do Gunga.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar ao Caribe Brasileiro?

Maceió é servida pelo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, a cerca de 25 km da zona hoteleira, com voos de todo o país. O trajeto até a orla leva em torno de 40 minutos por táxi ou aplicativo. Quem vem de carro chega pela BR-101, que conecta o litoral nordestino. Recife fica a 260 km e Aracaju, a 272 km. Mais informações estão no site da Visite Alagoas.

A cidade que virou o melhor destino do Brasil

Maceió reúne o que raramente se encontra junto: piscinas naturais na porta de casa, uma lagoa cheia de tradições e uma cozinha que transforma moluscos humildes em patrimônio. É a única capital brasileira com recifes de coral formando aquários a poucos metros da calçada.

Você precisa pisar na areia de Pajuçara, provar o sururu no Pontal da Barra e ver o sol afundar na Lagoa Mundaú para entender por que tanta gente elegeu a capital alagoana como a melhor cidade do país.