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Axolote: 7 curiosidades sobre esse anfíbio

Além de chamar atenção pela aparência única, ele representa um verdadeiro patrimônio da biodiversidade

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Os axolotes estão sempre com uma expressão sorridente (Imagem: ArnPas | Shutterstock)

Os axolotes estão entre os animais mais fascinantes do planeta. Com aparência que lembra um “dragão aquático sorridente”, eles pertencem ao grupo dos anfíbios e são conhecidos principalmente por manterem características juvenis durante toda a vida. 

Na natureza, os axolotes são encontrados apenas na região dos antigos lagos de Xochimilco, na Cidade do México. Com o crescimento urbano, a poluição, a perda de habitat e a introdução de peixes invasores, sua população sofreu uma redução drástica nas últimas décadas. Atualmente, eles estão entre os anfíbios mais ameaçados do planeta. 

Abaixo, conheça algumas curiosidades sobre os axolotes! 

1. Eles nunca passam pela metamorfose completa 

Ao contrário da maioria dos anfíbios, os axolotes permanecem durante toda a vida em um estado conhecido como neotenia. Isso significa que mantêm características típicas da fase larval, como as brânquias externas e a vida totalmente aquática, mesmo depois de atingirem a maturidade sexual. Essa adaptação ocorre por alterações hormonais relacionadas à tireoide e permite que eles se reproduzam sem precisar se transformar em um animal terrestre. 

2. Conseguem regenerar partes do corpo 

A habilidade mais impressionante dos axolotes é sua extraordinária capacidade de regeneração. Eles conseguem reconstruir membros inteiros, cauda, partes da medula espinhal, mandíbula, pele, músculos, nervos e até porções do coração e do cérebro sem formar cicatrizes permanentes. Esse processo ocorre graças à formação de células especializadas que substituem exatamente os tecidos perdidos. 

3. As “penas” na cabeça são brânquias 

Uma das características mais marcantes do axolote são as estruturas que parecem penas ou galhos nas laterais da cabeça. Na realidade, elas são brânquias externas altamente vascularizadas, responsáveis pela troca de oxigênio com a água. Como ficam expostas, aumentam muito a eficiência da respiração aquática. Além disso, a coloração e o movimento dessas brânquias podem indicar o estado de saúde do animal. 

Axolote preto nadando dentro de aquário
Os axolotes podem ser encontrados em diversas cores (Imagem: Philipp Hapke | Shutterstock)

4. Existem em várias cores 

Embora o axolote selvagem apresente coloração marrom ou acinzentada, exemplares criados em cativeiro podem ser encontrados em diversas cores. Há indivíduos brancos, rosados, dourados, pretos, malhados e até com padrões que parecem metálicos. Essas variações surgiram principalmente por seleção genética realizada ao longo de décadas em programas de reprodução. 

5. O famoso “sorriso” é apenas uma característica anatômica 

Muitas pessoas acreditam que os axolotes estão sempre felizes por causa da expressão facial. No entanto, esse aparente sorriso é resultado do formato natural da boca e da cabeça. Eles não demonstram emoções da mesma forma que mamíferos ou aves. 

6. Precisam de água fria para viver bem 

Os axolotes são extremamente sensíveis à temperatura da água. Em geral, vivem melhor entre 14 °C e 18 °C, podendo sofrer estresse, perda de apetite e maior predisposição a doenças quando permanecem em ambientes muito quentes. 

7. Alimentam-se de pequenos animais 

Na natureza, os axolotes são predadores oportunistas. Eles se alimentam de larvas de insetos, pequenos peixes, vermes, crustáceos e outros organismos aquáticos que conseguem capturar rapidamente. Em cativeiro, sua dieta costuma incluir rações específicas para anfíbios, minhocas, larvas e outros alimentos ricos em proteínas.