Rio
Acusado de estupro coletivo contra adolescente em Botafogo se entrega após ficar foragido
Acusado de estupro coletivo em Botafogo se entregou e trouxe alívio à família da vítimaAcusado de participar de um estupro coletivo contra uma adolescente em 2023, Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, entregou-se à polícia nesta sexta-feira (10). O jovem era considerado foragido desde o dia anterior, após buscas da Polícia Civil em diferentes endereços.
Conhecido pelo apelido “De Paris”, o rapaz se apresentou na 37ª DP (Ilha do Governador). Ele é investigado por um crime ocorrido na Rua São Clemente, em Botafogo, onde a vítima teria sido submetida a abusos e agressões físicas por cerca de uma hora e meia.
Dinâmica do crime e investigações
O episódio aconteceu na residência de outro envolvido, que na época era menor de idade. Segundo as investigações, a jovem foi atraída por um adolescente de 14 anos para um suposto encontro e, ao chegar no local, foi coagida a manter relações com três rapazes sob socos e tapas.
De acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), a Justiça também autorizou a apreensão de aparelhos eletrônicos. A medida tem o objetivo de “trazer mais provas à investigação”, explicou o delegado sobre a busca por dispositivos que possam conter registros do crime.
Cronologia do Caso: Estupro Coletivo em Botafogo
Principais datas e eventos que marcaram a investigação e o desfecho até agora.
Conexão com caso em Copacabana
Outros dois envolvidos no ataque em Botafogo já cumprem medida de internação. Eles também são suspeitos de um crime semelhante ocorrido em janeiro de 2024, em Copacabana. Foi a repercussão desse segundo caso que encorajou a vítima de 2023 a denunciar o que sofreu.
Ao serem interrogados, os dois cúmplices optaram pelo silêncio. Já Palmieri, embora tenha confirmado frequentar o local do crime e conhecer os demais investigados, negou anteriormente qualquer participação nos atos de violência sexual ou na divulgação de vídeos do ocorrido.
Para a mãe da adolescente, a prisão representa um recomeço e uma vitória pessoal após meses de angústia. Emocionada, ela destacou que o avanço do caso traz esperança. “Ter a chance de ver a justiça sendo feita é sim motivo para agradecer”, afirmou ao celebrar a coragem da filha.