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Após condenação de irmão de Virginia, defesa de Lilly Martins faz desabafo

Defesa de Lilly Martins detalha batalha judicial e destaca que fatos foram reconhecidos pela Justiça

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Foto; Reprodução

A defesa de Lilly Martins classificou como uma vitória da verdade a condenação de William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, pelo crime de importunação sexual. Em nota oficial divulgada pelo advogado Luciano Alves Lavinas, o desfecho judicial foi apresentado como um reconhecimento dos fatos narrados pela vítima desde o início da denúncia.

O caso, que tramita sob segredo de Justiça, teve uma tramitação marcada por intenso desgaste emocional para a denunciante. Segundo o comunicado, Lilly enfrentou não apenas o episódio de violência, mas também uma onda de ataques em redes sociais e a exposição pública de sua vida pessoal nos últimos anos.

Desafios durante o processo e exposição mediática

A manifestação da defesa destaca que o caminho para a condenação exigiu resiliência diante do julgamento externo e do sofrimento de reviver o ocorrido em cada etapa processual. O advogado ressaltou que a postura da cliente foi fundamental para o avanço da causa.

“Lilly nunca se submeteu. Nunca se calou”, pontuou Lavinas na nota. Ele reforçou que o caso serve de exemplo para que outras mulheres não tolerem abusos, independentemente do poder financeiro ou social dos envolvidos, destacando que a coragem de denunciar é o passo inicial para romper o ciclo de impunidade.

Igualdade perante a lei e incentivo a denúncias

Para a equipe jurídica, a sentença envia uma mensagem clara sobre a aplicação das normas vigentes e a eficácia dos protocolos de julgamento com perspectiva de gênero. A nota argumenta que o Judiciário deve valorizar o depoimento da vítima e oferecer o amparo institucional necessário para evitar a revitimização.

Embora a decisão ainda comporte recursos, a defesa sustenta que a base fática está consolidada. O texto afirma que o resultado do processo demonstra que “não existem pessoas acima da lei” e que a Justiça não deve se curvar a figuras de influência. O comunicado termina como um chamado para que outras mulheres busquem seus direitos e não se silenciem diante de situações semelhantes.