Com 476 anos, a primeira capital do Brasil guarda o maior conjunto colonial da América Latina e encanta com sua cultura preservada - Super Rádio Tupi
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Com 476 anos, a primeira capital do Brasil guarda o maior conjunto colonial da América Latina e encanta com sua cultura preservada

Ruas históricas, arquitetura colonial e tradições centenárias.

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A cidade reúne 30 km de praias, um centro histórico reconhecido pela UNESCO. / Créditos: depositphotos.com / rmnunes

Entre a Baía de Todos os Santos e o Atlântico, Salvador tem 476 anos de história em cada esquina do centro histórico. Foi a primeira capital do Brasil, o berço da cultura afro-brasileira e o endereço de casarões, igrejas barrocas e praias urbanas que rendem uma viagem de dias.

De primeira capital do Brasil a Patrimônio da Humanidade

Salvador foi fundada em 29 de março de 1549 por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, para centralizar a administração portuguesa na América. Foi capital do país entre 1549 e 1763, quando o título passou ao Rio de Janeiro. A cidade foi erguida em acrópole, com a parte administrativa e residencial no alto e o porto e o comércio à beira-mar.

Em 5 de dezembro de 1985, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) ratificou a inscrição do Centro Histórico de Salvador na Lista do Patrimônio Mundial. O conjunto tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reúne cerca de 3.000 imóveis dos séculos XVI ao XIX e forma o maior conjunto arquitetônico colonial da América Latina, segundo a Prefeitura Municipal de Salvador.

A Rodoviária de Salvador tem linhas para todo o Nordeste e para o Sudeste. / Créditos: depositphotos.com / gustavofrazao

O que fazer em Salvador em um roteiro de três dias?

A cidade rende dias inteiros entre ladeiras, mirantes e praias. Boa parte das atrações do centro pode ser feita a pé, e o Elevador Lacerda conecta a Cidade Alta à Cidade Baixa em menos de um minuto.

  • Pelourinho: ladeiras de paralelepípedo, casarões coloridos e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída no século XVIII por uma irmandade de africanos escravizados alforriados.
  • Igreja e Convento de São Francisco: interior barroco revestido em ouro, eleito pelo Iphan como uma das sete maravilhas do Mundo Lusófono.
  • Farol da Barra: instalado em 1698, é o farol mais antigo das Américas ainda em operação. A torre atual, de 1839, tem 22 metros e escadaria em caracol de 81 degraus. Abriga o Museu Náutico da Bahia.
  • Elevador Lacerda: inaugurado em 1873, foi o primeiro elevador urbano do Brasil, com 72 metros de altura e vista para a Baía de Todos os Santos.
  • Praia do Porto da Barra: enseada de mar calmo entre os fortes de São Diogo e Santa Maria, apontada como uma das melhores praias urbanas do país.
  • Mercado Modelo: mais de 260 lojas de artesanato baiano no antigo prédio da Alfândega, em frente ao Elevador Lacerda.
  • Igreja do Senhor do Bonfim: erguida em 1754, palco da tradicional lavagem em janeiro e origem das famosas fitinhas coloridas.

Em janeiro, a cidade vive a Lavagem do Bonfim e, em fevereiro, o Carnaval de rua com blocos afro como Olodum, Ilê Aiyê e Filhos de Gandhy. O Michael Jackson gravou parte do clipe da canção They Don’t Care About Us no Pelourinho, com o Olodum, em fevereiro de 1996.

A mesa baiana é herança afro-brasileira em cada colher

A gastronomia local é uma das mais fortes do Brasil, moldada pela cozinha africana das mulheres escravizadas e reconhecida pelo Iphan como patrimônio imaterial no ofício das baianas de acarajé.

  • Acarajé: bolinho de feijão-fradinho frito no azeite de dendê, recheado com vatapá, caruru, camarão seco e vinagrete. Tradicionalmente vendido por baianas de tabuleiro.
  • Moqueca baiana: peixe ou frutos do mar cozidos em panela de barro com azeite de dendê, leite de coco, pimentão e coentro.
  • Bobó de camarão: creme de mandioca com camarão, dendê e leite de coco, servido com arroz branco.
  • Vatapá: pasta de pão amanhecido, castanha, camarão seco, dendê e leite de coco, muito servido com acarajé ou peixe.
  • Cocada e quindim: doces tradicionais das feiras e do Mercado Modelo, herança das confeitarias coloniais.
A capital baiana é o ponto onde o país começou. / Créditos: depositphotos.com / pedromoraesphotos

Como é o clima em Salvador ao longo do ano?

O clima é tropical úmido, com temperaturas altas o ano inteiro e chuvas concentradas entre abril e julho. Mesmo no inverno, o mar mantém temperatura acima de 24°C.

☀️ Verão Dez – Fev
Média: 24-31°C
Chuva: 🌦️ Média
A energia contagiante do Carnaval marca a estação, ideal para aproveitar as praias e o Pelourinho à noite.
🍂 Outono Mar – Mai
Média: 23-29°C
Chuva: ⛈️ Alta
O período é favorável para um roteiro cultural pelos museus e pelas diversas igrejas históricas da região.
🧣 Inverno Jun – Ago
Média: 22-27°C
Chuva: ⛈️ Alta
As festas juninas trazem o calor cultural, sendo a melhor época para explorar o circuito cultural local.
🌸 Primavera Set – Nov
Média: 23-30°C
Chuva: ☀️ Baixa
O tempo firme e ensolarado é o convite perfeito para curtir as praias e os passeios de escuna pela baía.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar a Salvador de avião, carro ou ônibus

O Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, no bairro São Cristóvão, recebe voos diários das principais capitais brasileiras e conexões internacionais. Fica a 28 km do centro histórico. De carro, a capital baiana está a 1.960 km de São Paulo pela BR-116, com paradas obrigatórias no norte de Minas Gerais. Ônibus da Rodoviária do Tietê levam cerca de 30 horas. Do Rio de Janeiro, são 1.640 km pela BR-101, cerca de 24 horas de viagem terrestre.

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Vale a viagem à primeira capital brasileira

Salvador combina a densidade histórica que só uma antiga capital pode ter, uma culinária que atravessou o Atlântico e permanece viva nos tabuleiros das baianas e um mar quente o ano inteiro logo abaixo das ladeiras coloniais. Poucos destinos brasileiros entregam essa mistura de patrimônio, cultura e praia urbana em um raio tão curto.

Você precisa conhecer Salvador e caminhar do Pelourinho ao Farol da Barra ao pôr do sol para entender por que essa cidade continua sendo o coração cultural do Brasil.