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Treino HIIT de 4 minutos ajuda a queimar gordura sem academia e sem equipamentos
Treino Tabata de 4 minutos para glúteos: o protocolo japonês que ativa mais músculos que 1 hora de exercício moderado
4 minutos. Sem desculpa. Glúteos em chamas.
O protocolo Tabata nasceu em um laboratório japonês para treinar patinadores olímpicos. Décadas depois, a personal trainer Carol Borba adaptou o método para um treino de glúteos que cabe em qualquer rotina. Sem academia, sem equipamento obrigatório e com resultados comprovados pela ciência ⬇️
A preguiça bateu, o tempo sumiu, mas o glúteo ainda precisa trabalhar. A personal trainer Carol Borba resolve esse impasse com um treino Tabata de 4 minutos focado nos glúteos, usando apenas o peso do corpo e uma mini band opcional. O protocolo funciona com 20 segundos de exercício intenso seguidos de 10 segundos de pausa, repetidos por oito rodadas. Parece pouco. A ciência mostra que não é.
O que é o protocolo Tabata e por que ele funciona em tão pouco tempo?
O método foi criado em 1996 pelo pesquisador Izumi Tabata, do Instituto Nacional de Fitness e Esportes de Kanoya, no Japão. A pedido do treinador da equipe olímpica japonesa de patinação de velocidade, Irisawa Koichi, Tabata analisou os efeitos de intervalos curtos e intensos no desempenho dos atletas. O resultado surpreendeu a comunidade científica.
O estudo comparou dois grupos durante seis semanas. Um pedalou em intensidade moderada por 60 minutos, cinco dias por semana. O outro seguiu o formato 20/10 por apenas 4 minutos, quatro vezes por semana. O grupo de alta intensidade obteve ganho aeróbico comparável e ainda aumentou a capacidade anaeróbica em 28%, algo que o grupo moderado não conseguiu. A pesquisa foi publicada no periódico Medicine & Science in Sports & Exercise, referência mundial em fisiologia do exercício.
Veja abaixo o vídeo do canal Carol Borba:
Como funciona o treino de glúteos proposto por Carol Borba?
Carol adaptou o protocolo Tabata para exercícios específicos de glúteos, mantendo a estrutura original de 20 segundos de trabalho e 10 de descanso. A mini band ao redor das pernas é opcional. Iniciantes fazem sem elástico. Pessoas mais avançadas usam a faixa para aumentar a resistência e continuar progredindo.
A sequência completa alterna movimentos que ativam diferentes porções do glúteo. O circuito começa de pé e termina com trocas rápidas de perna, elevando a frequência cardíaca enquanto trabalha a musculatura de forma concentrada. Os exercícios da rotina incluem:
- Passos laterais com quadril inclinado para trás. Ativam principalmente o glúteo médio e exigem estabilização constante da perna de apoio.
- Aberturas laterais alternando os lados, com o corpo mais ereto. Carol reforça a importância de travar o abdômen e manter consciência corporal para sentir o glúteo contrair.
- Afundo alternado para trás, onde a mini band quase não faz diferença e pode ser retirada se atrapalhar o movimento.
- Agachamento com pés afastados, joelhos para fora e pulsos. O quadril vai para trás para ativar mais os glúteos e menos a parte frontal da coxa.
- Troca de pernas com extensão posterior, combinando contração abdominal e peito aberto. Fecha o circuito com intensidade máxima.

Quem pode fazer esse treino e com que frequência?
Qualquer pessoa que consiga agachar e fazer afundo com segurança pode seguir a sequência. Carol orienta que iniciantes comecem sem a mini band, priorizando a execução correta de cada movimento. O foco deve estar na postura: abdômen contraído, joelhos alinhados e quadril empurrado para trás nos agachamentos.
Para quem já treina, a proposta muda. O treino Tabata de glúteos funciona como ativação muscular antes de um treino mais pesado de pernas ou posterior. Carol sugere repetir o vídeo completo para dobrar o tempo e alcançar 8 minutos de trabalho. Essa estratégia “acorda” o glúteo antes dos exercícios com carga e melhora a conexão mente-músculo durante a sessão principal.
Quais cuidados tomar para não errar na execução?
A eficiência do Tabata depende diretamente da intensidade. Se os 20 segundos de trabalho não chegam perto do esforço máximo, o protocolo perde boa parte do efeito. Carol reforça esse ponto ao pedir que cada movimento seja feito com consciência corporal total, sentindo a contração do glúteo a cada repetição.
Os erros mais comuns acontecem por pressa ou cansaço. Evitá-los garante que o treino funcione sem risco de lesão. Os pontos de atenção mais importantes são:
- Não deixar o joelho ultrapassar a linha do pé nos agachamentos e afundos.
- Manter o abdômen travado durante toda a série para proteger a lombar.
- Empurrar o quadril para trás nos movimentos de agachamento, evitando sobrecarregar o quadríceps.
- Respeitar os 10 segundos de pausa. A recuperação curta é parte do protocolo, não um detalhe.

Vale a pena trocar o treino longo por 4 minutos de Tabata?
Depende do objetivo. Para quem quer hipertrofia significativa, o Tabata sozinho não substitui o treino com carga progressiva. Mas para ativar os glúteos, manter a consistência nos dias de preguiça e turbinar o condicionamento cardiovascular, 4 minutos bem feitos rendem mais que 60 minutos mornos. O segredo não é o tempo. É a intensidade que você coloca em cada segundo.
Coloque o timer, escolha uma música que te empurre e teste hoje. Seu glúteo vai lembrar de você amanhã.