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Por que seu cérebro esqueceu a matemática da escola e não consegue resolver operações simples
Desafios matemáticos virais expõem como regras básicas da escola desaparecem da memória por falta de uso
Se você olhou para uma conta como 90 – 36 ÷ 6 × 5 e sentiu um branco, respire aliviado: a culpa não é sua. Desafios matemáticos que circulam nas redes sociais frequentemente expõem um fenômeno comum da memória humana, e não uma falha individual.
O esquecimento de regras matemáticas específicas, como a ordem correta das operações, é uma resposta natural do cérebro ao desuso de uma informação. Trata-se de um mecanismo de otimização cerebral que prioriza conhecimentos usados no dia a dia.
Qual é a resposta correta do desafio?

Antes de entender o porquê do esquecimento, vamos à solução. A resposta correta para a expressão 90 – 36 ÷ 6 × 5 é 60. A confusão acontece porque a maioria das pessoas tenta resolver a conta na ordem em que ela aparece, da esquerda para a direita.
A regra matemática elementar, no entanto, determina uma hierarquia. Primeiro, resolvemos as divisões e multiplicações, na ordem em que surgem. Só depois partimos para as subtrações e adições. Assim, o cálculo correto é: 36 ÷ 6 = 6. Em seguida, 6 × 5 = 30. Por último, 90 – 30 = 60.
Por que nosso cérebro apaga a matemática?
O cérebro humano é programado para ser eficiente. Ele fortalece as conexões neurais que usamos com frequência, como ler ou dirigir, e enfraquece as que se tornam irrelevantes para o cotidiano. Esse processo é conhecido como poda sináptica.
A memória não funciona como um HD infinito. Pelo contrário, ela otimiza espaço e energia, descartando ativamente habilidades que não são praticadas. Para a maioria dos adultos, a ordem das operações matemáticas é uma regra vista pela última vez na escola e raramente aplicada na vida profissional ou pessoal, tornando-se um alvo natural desse “esquecimento” programado.
A tecnologia piorou nossa memória para cálculos?
A onipresença de calculadoras em celulares e computadores também reconfigurou nossa relação com os números. Mais do que atrofiar uma habilidade, a tecnologia funciona como uma ferramenta de delegação cognitiva.
O cérebro se adapta. Ao delegar o cálculo para uma ferramenta externa, ele libera recursos mentais para tarefas mais complexas, como a interpretação dos resultados e a tomada de decisão. Portanto, não se trata necessariamente de uma perda, mas de uma otimização de foco mental.
A memória não é um depósito, mas um jardim: só floresce o que é regado com frequência.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
