Lula reage à tarifa dos EUA e defende Pix: "Ninguém vai mudar" - Super Rádio Tupi
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Lula reage à tarifa dos EUA e defende Pix: “Ninguém vai mudar”

Presidente manifestou-se em redes sociais após EUA confirmarem taxa de 25% sobre exportações

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Governo faz mudanças no pagamento do BPC e chama atenção
Lula (Créditos: depositphotos.com / thenews2.com)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do Pix nesta sexta-feira (17) após os Estados Unidos confirmarem a cobrança de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, que começa a valer em 22 de julho. “Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix. É público, é de graça e vai continuar assim”, afirmou Lula em publicação nas redes sociais.

A sobretaxa americana foi justificada com base em críticas ao Pix, além de questões ligadas a decisões judiciais, corrupção e desmatamento. O governo brasileiro rejeitou os argumentos e classificou a medida como “injustificada”.

Donald Trump foi o responsável pelo retorno dessa franquia de sucesso
Créditos: depositphotos.com / palinchak

Ministério rebate críticas ao Pix

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços defendeu o sistema de pagamentos instantâneos como uma infraestrutura pública digital aberta, criada para ampliar o acesso da população e das empresas a serviços financeiros modernos. A pasta destacou que o Pix incluiu milhões de brasileiros no sistema financeiro formal e que, mesmo após seu lançamento, o uso de cartões de crédito cresceu 150% entre 2019 e 2024.

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o governo vai montar um programa de apoio aos setores afetados pelas tarifas. Entre as opções avaliadas estão a ampliação do Plano Brasil Soberano, suporte financeiro às empresas e ações para abrir novos mercados no exterior.

Resposta prevê OMC e diversificação de exportações

Alckmin também sinalizou que a ApexBrasil e o BNDES vão intensificar esforços para diversificar os destinos das exportações brasileiras. O governo pretende ainda acionar, no momento adequado, a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, e retomar o questionamento da medida na Organização Mundial do Comércio (OMC).