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5 filmes produzidos por Luiz Carlos Barreto que você precisa conhecer
Morto nesta quarta-feira em Copacabana, Barretão deixa um legado de mais de 100 filmes e duas indicações ao Oscar
O cinema brasileiro perdeu um de seus maiores pilares na madrugada desta quarta-feira (22). O produtor e cineasta Luiz Carlos Barreto, conhecido como “Barretão”, faleceu aos 98 anos no Hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por sua família.
Ao lado da esposa e sócia Lucy Barreto, ele foi a força motriz por trás de mais de 100 filmes, moldando a identidade da produção nacional desde os anos 1960. Sua trajetória confunde-se com a própria história da sétima arte no país.
Qual foi a causa da morte?
Segundo a família, a morte foi causada por uma infecção pulmonar decorrente de pneumonia. Barreto estava internado desde a última segunda-feira (20) para tratar a condição. Sua saúde estava debilitada desde um acidente há mais de dois anos que o deixou paraplégico. Ele deixa a esposa e parceira de uma vida, Lucy Barreto, os filhos Bruno (cineasta) e Paula (produtora), além de nove netos. O filho Fábio Barreto, também cineasta, faleceu em 2019.
Por que ele foi tão importante para o cinema?
Luiz Carlos Barreto não foi apenas um produtor, mas um estrategista que transitou com maestria entre o cinema de autor do Cinema Novo e as grandes bilheterias. Ele provou que era possível fazer filmes aclamados pela crítica e amados pelo público, algo raro em qualquer cinematografia.
Seu trabalho levou o Brasil duas vezes à cerimônia do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, consolidando o país no cenário internacional. Seu legado é a prova de que a arte e o mercado podem, sim, caminhar juntos.
Quais filmes dele preciso conhecer?

- “Vidas Secas” (1963): Baseado na obra de Graciliano Ramos, este filme é um dos pilares do Cinema Novo. A produção de Barreto foi fundamental para viabilizar a visão do diretor Nelson Pereira dos Santos em um retrato cru e poético do sertão.
- “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976): Um fenômeno que levou mais de 10 milhões de brasileiros aos cinemas, um recorde que durou décadas. A adaptação de Jorge Amado, dirigida por seu filho Bruno Barreto, mostrou o faro comercial de Luiz Carlos.
- “Bye Bye Brasil” (1979): Em parceria com o diretor Cacá Diegues, Barreto produziu este road movie que captura as transformações do país. É um filme que reflete sobre a identidade nacional com humor e melancolia.
- “O Quatrilho” (1995): O primeiro dos dois filmes de sua produtora a ser indicado ao Oscar. A saga de imigrantes italianos no sul do Brasil, dirigida por Fábio Barreto, reconectou o cinema nacional com a academia e o grande público.
- “O Que É Isso, Companheiro?” (1997): A segunda indicação ao Oscar veio com este drama político sobre o sequestro do embaixador americano durante a ditadura militar. O filme consolidou o prestígio internacional da produtora LC Barreto.