Rio
Reviravolta no Caso Henry: Juíza barra acesso a celular de Jairinho
Magistrada nega anular a quebra de sigilo, mas paralisa extração de dados até julgamento de recurso; pai de Henry Borel questiona a decisãoUma decisão da Justiça do Rio de Janeiro, proferida no início de julho de 2026, determinou uma pausa na análise do celular apreendido na cela de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. A extração de dados do aparelho foi suspensa temporariamente pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri da capital.
Apesar da paralisação, a magistrada negou o pedido principal da defesa, que buscava anular por completo a quebra de sigilo do telefone. A medida ficará em suspenso apenas até que um habeas corpus, que questiona a competência do tribunal para julgar o caso, seja analisado por uma instância superior.
Por que a Justiça suspendeu a análise do celular de Jairinho?
A extração de dados do celular de Jairinho foi suspensa temporariamente pela juíza Elizabeth Machado Louro. A decisão aguarda a análise de um habeas corpus por uma instância superior, que questiona a competência do tribunal para julgar o caso. A suspensão não anula a quebra de sigilo, apenas pausa a análise dos dados.
Por que a juíza manteve a quebra de sigilo do celular de Jairinho?
A defesa de Jairinho argumentou que a análise do aparelho deveria ser de responsabilidade da Vara de Execuções Penais, já que ele foi encontrado após a condenação do ex-vereador. A juíza, no entanto, rejeitou essa tese, afirmando que a competência do 2º Tribunal do Júri continua válida enquanto a sentença não for definitiva.
“Inicialmente, há que se ressaltar que o acusado se encontra preso à disposição deste juízo, cuja competência […] segue inalterada, enquanto não transitada em julgado a sentença proferida em plenário”, escreveu a magistrada. Para ela, o conteúdo do celular pode esclarecer se o aparelho foi usado para interferir no andamento do processo.
Quem pode fazer a perícia do celular de Jairinho?
A decisão também afastou a alegação dos advogados de que haveria irregularidade na realização da perícia pelo órgão técnico do Ministério Público (MP). Segundo a juíza, o MP tem atribuição para investigar e é seu dever zelar pela cadeia de custódia das provas. Ela ainda ressaltou que uma nova perícia, pelo órgão oficial do Estado, poderá ser feita posteriormente.
Qual foi a reação do pai de Henry Borel sobre a suspensão da análise do celular?
Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no processo, criticou a suspensão da extração dos dados. Ele afirmou acreditar que a defesa tenta, a todo custo, impedir que o conteúdo do celular venha à tona.
“O que tem neste celular que ele quer tanto esconder e tirar do processo da morte do meu filho? É sério que ele acha que pode fazer da cela o seu escritório e operar normalmente via smartphone?”, questionou Leniel.
Qual a condenação de Jairinho no caso Henry Borel?
Jairinho foi condenado em 4 de junho de 2024 pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação pela morte de Henry Borel, com pena fixada em 43 anos e quatro meses de prisão. No mesmo julgamento, Monique Medeiros, mãe do menino, foi condenada pelos crimes de omissão e coação de testemunha. Tanto o Ministério Público quanto a defesa de Jairinho recorreram da sentença.