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De museu olímpico a hub de tecnologia, inovação, economia criativa e games: a transformação da Nave do Conhecimento Engenhão em 10 anos
A “Nave Engenhão”, inaugurada em julho de 2016, às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio, recebe homenagens pelos seus 10 anos de atividades. Com o nome de Nave do Conhecimento Cidade Olímpica, o espaço abrigava o Museu Cidade Olímpica, que reunia exposições interativas sobre a história dos Jogos e de grandes atletas e tinha o objetivo de preservar o legado olímpico, além de ampliar o acesso da população à tecnologia.
Durante as Olimpíadas, a Nave, que era a 9ª unidade do município, que hoje conta com 33 unidades, oferecia experiências imersivas ao público a partir de suas instalações que permitiam conhecimento aos visitantes dos momentos marcantes do esporte. Além disso, existia a opção para o público interagir com diversas atrações, que simulavam modalidades olímpicas, incluindo uma pista em que era possível competir virtualmente com o velocista Usain Bolt. Paralelamente, disponibilizava cursos gratuitos e atividades voltadas à inclusão digital e à capacitação tecnológica.
Após ser fechada em 2018, a Nave passou por um processo de recuperação, reorganização e reestruturação, a partir de 2021, marcando uma nova era para a unidade e para a comunidade da região. Em 2023 aconteceu a transformação mais significativa no espaço com a transferência do Museu Cidade Olímpica para o Velódromo do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. No fim desse ano, mudou de nome oficialmente: Nave do Conhecimento Cidade Olímpica para Nave do Conhecimento do Engenhão, ou simplesmente, Nave Engenhão.
A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio viu uma oportunidade e direcionou o espaço para um novo desafio: democratizar o acesso a temática de games. Esse é atualmente o segmento de maior faturamento da indústria do entretenimento, mas ainda pouco acessível para grande parte da população.
O segundo andar da Nave foi reformulado, ganhando a NaveLab, equipada com impressoras 3D, cortadora a laser e estúdio fotográfico; uma área de coworking; incubadora de startups; kit robótica; estúdio de podcast; e sala de transmissão. E inaugurou a Arena Gamer, em 17 de janeiro de 2024, uma das principais atrações do espaço e que é reconhecida como a primeira arena gamer pública da América Latina.
Um cantinho muito significativo que a Nave recebeu é a sala de leitura Ana Maria Gonçalves, escritora do livro Um Defeito de Cor. O local, inaugurado pela própria Ana Maria Gonçalves, tem como foco a literatura afro-brasileira, incluindo livros infantis, uma demanda do público do território, que em muitas ocasiões não se sente representado culturalmente.
– Com essa nova configuração da Nave do Conhecimento Engenhão, reforçamos o nosso compromisso de ampliar possibilidades de formação, criando um ambiente que conecta tecnologia e empreendedorismo. É a consolidação da Nave como um polo de inovação que prepara a população para os desafios e as oportunidades do desenvolvimento econômico, sempre com acesso gratuito e inclusivo. -, ressaltou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, Gabriel Medina.
Para se ter uma ideia da representatividade e da importância da unidade para a comunidade, nesses 10 anos de existência 212.568 cidadãos visitaram o espaço, fizeram cursos ou qualificações; foram emitidos 39.552 certificados; e 631.738 pessoas acessaram a Nave por meio digital. Sem contar, que a Nave do Engenhão e a Arena Gamer promovem uma série de eventos, desde colônia de férias para jovens e crianças, campeonatos de e-Sports até a abertura de suas portas para servir, ao longo dos dias de calor extremo, como pontos de resfriamento para a população.