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As 3 plantas que podem transformar o quarto em um ambiente mais fresco, bonito e agradável

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As 3 plantas que podem transformar o quarto em um ambiente mais fresco, bonito e agradável
Pontas secas podem indicar baixa umidade no ambiente

Quem dorme num quarto pequeno com pouca ventilação sabe que o ar ali dentro não é exatamente fresco: móveis, carpetes e tintas liberam compostos invisíveis que se acumulam com o tempo. Algumas plantas absorvem parte desses poluentes, e três espécies em particular fazem isso de maneiras bem distintas, com muito pouco trabalho de manutenção.

Por que o ar do quarto acumula poluentes mesmo sem ninguém fumar?

Ambientes fechados com pouca circulação concentram o que os químicos chamam de compostos orgânicos voláteis (COVs), substâncias gasosas liberadas por madeiras prensadas, vernizes, colas, tintas e produtos de limpeza. Em cômodos pequenos, essa concentração sobe progressivamente ao longo do dia, sem que ninguém perceba pelo cheiro.

O ar condicionado recircula o mesmo ar interno sem filtrar COVs. Abrir a janela resolve, mas nem sempre é possível, especialmente em apartamentos com vista para ruas movimentadas ou em dias de muito frio. É nesse cenário que as plantas entram como aliadas, reduzindo parte da carga química do ambiente de forma contínua.

As 3 plantas que podem transformar o quarto em um ambiente mais fresco, bonito e agradável
A jiboia transforma cantos vazios em cascatas verdes dentro de casa

Quais são as três espécies que mais fazem diferença?

O NASA Clean Air Study, conduzido em 1989, testou dezenas de plantas em câmaras fechadas e identificou as espécies com maior capacidade de absorver poluentes como benzeno, formaldeído e tricloroetileno. Três se destacam tanto pelo desempenho quanto pela facilidade de cuidado num quarto real:

1
Espada-de-são-jorge (Dracaena trifasciata) Libera oxigênio à noite pelo metabolismo CAM, enquanto a maioria das plantas faz o oposto. Remove formaldeído, benzeno e xileno. Precisa de rega muito esporádica.
2
Jiboia (Epipremnum aureum) Filtra formaldeído e benzeno com eficiência mesmo em pouca luz. Cresce em cascata em prateleiras ou pendurada. Rega moderada, solo seco entre regas.
3
Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii) Remove benzeno, formaldeído e amônia. Floresce mesmo em sombra. É a única das três que avisa quando precisa de água: as folhas ficam levemente murchas.

Como cada uma dessas plantas age no ar do quarto?

A espada-de-são-jorge tem um diferencial que as outras não têm: ela usa um processo fotossintético chamado metabolismo CAM, comum em suculentas, que inverte o ciclo normal. Enquanto a maioria das plantas absorve oxigênio e libera CO₂ à noite, a espada faz o contrário, trocando gases no escuro. Para um quarto, isso significa oxigenação ativa justamente no período em que a pessoa está dormindo.

A jiboia e o lírio-da-paz absorvem COVs pelo processo de transpiração das folhas e os transferem para o substrato, onde microrganismos do solo os decompõem. A jiboia aguenta mal rega, sobrevive em cômodos quase sem luz natural e ainda cresce em água pura, sem terra, se o dono preferir. O lírio-da-paz pede um pouco mais de umidade no substrato, mas compensa com flores brancas que duram meses e com a capacidade de remover também amônia, liberada por produtos de limpeza e sprays de cabelo.

Quanto essas plantas realmente conseguem limpar o ar?

O estudo da NASA foi conduzido em câmaras fechadas de laboratório, um ambiente muito mais controlado do que um quarto real com janela e porta. Pesquisadores da Universidade Drexel revisaram os dados e estimaram que seriam necessárias dezenas de plantas por cômodo para obter um efeito comparável a uma boa ventilação natural. Isso não invalida o benefício, mas deixa claro o limite: plantas ajudam, especialmente onde a circulação de ar já é ruim, mas não substituem abrir a janela.

Na prática, o ganho real está em combinar as duas coisas: ventilar o quarto pela manhã e manter uma planta ou duas ali dentro ao longo do dia. A espada, a jiboia e o lírio-da-paz agem 24 horas, inclusive quando o quarto está fechado, e cada uma absorve uma combinação ligeiramente diferente de poluentes, o que torna interessante ter pelo menos duas espécies distintas no mesmo ambiente.

Planta Manutenção Ideal para
Espada-de-são-jorge Rega a cada 2 a 4 semanas Tolera pouca luz e longos períodos sem rega; o excesso de água é o único risco real Iniciantes
Jiboia Rega quando o solo secar Cresce rápido, pode ser pendente ou trepadeira; tolera cômodos escuros Iniciantes
Lírio-da-paz Rega quando as folhas começarem a cair levemente Prefere substrato úmido e luz indireta; avisa sozinha quando está com sede Atenção à rega

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Vale ter as três, ou uma já resolve?

Uma planta isolada num quarto médio vai fazer pouca diferença mensurável na qualidade do ar, mas uma ou duas espécies já trazem benefício concreto em noites de quarto fechado, especialmente a espada-de-são-jorge, pela liberação noturna de oxigênio. Quem tem pets deve ficar atento: a jiboia e o lírio-da-paz são tóxicos para cães e gatos se ingeridos, enquanto a espada tem toxicidade baixa mas também não deve ser consumida.

Para quem quer começar sem erro, a espada-de-são-jorge é a escolha mais segura: aguenta semanas sem água, cresce devagar sem virar problema de espaço e funciona bem em quartos com pouca janela. Com o tempo, acrescentar uma jiboia numa prateleira alta ou um lírio-da-paz num canto mais úmido aumenta a diversidade de poluentes absorvidos sem complicar a rotina.

Alguma dessas plantas já está no seu quarto?
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