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Irmãs fazem teste de DNA após 40 anos e descobrem que o pai biológico é na verdade o médico de fertilidade da mãe
Após exame de DNA, família descobre que o médico da mãe usou o próprio esperma sem consentimento durante o processo de inseminação artificial
Duas irmãs da Dakota do Norte, nos Estados Unidos, descobriram, por meio de um teste de DNA, que o pai que as criou pode não ser seu pai biológico — e que o material genético usado na concepção delas pertence ao médico que tratou sua mãe em uma clínica de fertilidade nos anos 1980. As informações são do Daily Mail.
Tasheena Greaves, 41 anos, e Janae Nelson Raymond, 40, são filhas de Jean Ann Nelson, que procurou o Dr. Dennis Lutz para tratamento de fertilidade em meados da década de 1980. A família alega que Lutz “substituiu secretamente seu próprio material genético durante os procedimentos de inseminação”, sem que a paciente soubesse ou consentisse.
Médico nega intenção de enganar
Jean Ann passou por inseminação artificial com uma mistura de esperma de doador anônimo e do marido, Warren Nelson, hoje com 87 anos. O processo aponta que Lutz teria informado à paciente que essa combinação aumentaria as chances de concepção e que “qualquer criança concebida provavelmente seria filha biológica de seu marido” — afirmação sem respaldo científico. Tasheena nasceu em fevereiro de 1985 e Janae em maio de 1986.
Linha do tempo da fraude na clínica
Entenda como o caso evoluiu do tratamento nos anos 80 até a descoberta do DNA.
Em defesa, Lutz reconheceu que a paciente não autorizou o uso do esperma dele, mas sustentou que seus procedimentos estavam “alinhados com o padrão de cuidado relevante e o estado da medicina de fertilidade na época” e que “não agiu com a intenção de enganar” Jean Ann.
Universidade afastou o médico do cargo
A ação classifica a conduta do médico como “engano deliberado, ocultação e abuso de autoridade médica” — não um erro involuntário. Segundo o Daily Mail, a família afirma que a revelação, feita décadas depois, provocou uma crise de identidade nas duas irmãs.
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A Universidade da Dakota do Norte, onde Lutz chefiava o departamento de Ginecologia, o afastou do cargo e comunicou a intenção de rescindir seu contrato. A família pede julgamento com júri e indenização mínima de US$ 50 mil (cerca de R$ 257 mil). O médico solicitou ao tribunal o arquivamento da queixa.