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A lavanda está em declínio: a maior sensação nos jardins neste inverno de 2026 é outra planta que floresce até três vezes por ano
Mais resistente ao calor, essa planta vira destaque nos canteiros de 2026
Durante anos, a lavanda foi a escolha certa para quem queria cor, perfume e baixa manutenção no jardim. Mas o inverno de 2026 está consagrando outra planta como favorita dos canteiros: a sálvia. Resistente ao calor, útil na cozinha e capaz de florescer mais de uma vez por temporada, ela reúne tudo que o jardim moderno exige sem pedir muito em troca.
Por que a lavanda está perdendo espaço nos jardins?
A lavanda ainda tem seus admiradores, mas enfrenta um problema prático: não lida bem com solos úmidos, invernos chuvosos e as variações climáticas cada vez mais imprevisíveis. Muitos jardineiros relatam dificuldade em mantê-la vigorosa por mais de dois ou três anos seguidos. A sálvia, por outro lado, vem de regiões mediterrâneas onde sol intenso e solo seco são a norma, o que a torna muito mais adaptada às condições que o clima atual impõe.
O que torna a sálvia o maior hit dos jardins em 2026?
A versatilidade é o principal argumento. Existem centenas de espécies de sálvia, com portes, cores e usos completamente diferentes entre si. As variedades ornamentais produzem longos cachos florais em tons de azul, roxo, vermelho e branco, que decoram canteiros da primavera até os primeiros frios. Já a sálvia medicinal, a mais conhecida no Brasil, combina folhas aromáticas e cinza-esverdeadas com flores lilases discretas, sendo igualmente bonita e funcional.
Outro ponto a favor é a atração que a planta exerce sobre polinizadores. Abelhas, mariposas e borboletas frequentam os cachos florais com regularidade, o que transforma qualquer canteiro de sálvia em um pequeno polo de biodiversidade urbana.

Como a sálvia consegue florescer três vezes na mesma temporada?
O segredo está na poda. Quando os cachos que já terminaram de florescer são removidos antes que a planta invista energia na formação de sementes, ela direciona esse esforço para produzir novos brotos florais. Em plantas bem estabelecidas e com boa exposição ao sol, esse ciclo pode se repetir duas ou até três vezes entre o início da primavera e o final do outono.
A poda não precisa ser profunda. Cortar apenas os talos com flores murchas, mantendo as folhas e os ramos mais firmes, é suficiente para estimular uma nova onda de floração em poucas semanas.
Quais são as condições ideais para cultivar sálvia no jardim?
A sálvia prefere locais ensolarados, com pelo menos seis horas de sol direto por dia. O solo deve ser leve e bem drenado. Em terrenos argilosos ou compactados, a incorporação de areia grossa ou brita fina melhora a permeabilidade e reduz o risco de apodrecimento das raízes, que é o principal problema enfrentado por quem cultiva a planta em solos que retêm muita umidade.
- Exposição solar: mínimo de seis horas diárias em local aberto
- Solo: leve, arenoso e com boa drenagem
- Rega: moderada, apenas quando o solo estiver seco na superfície
- Adubação: orgânica, no início da primavera e após cada poda
- Espaçamento: mínimo de 40 cm entre as mudas para boa ventilação
A sálvia serve apenas para o jardim ou tem outros usos?
A sálvia medicinal é uma das ervas mais versáteis da culinária mediterrânea. As folhas frescas combinam com carnes de porco e frango, molhos cremosos, massas com manteiga e legumes assados. O aroma é intenso, por isso pequenas quantidades já bastam para perfumar um prato inteiro. Na medicina popular, as folhas são usadas em gargarejos para aliviar inflamações na garganta e em infusões para auxiliar a digestão, uso que conta com reconhecimento da Agência Europeia de Medicamentos.
- Culinária: carnes, massas, nádivkas e manteigas aromatizadas
- Chás e infusões: digestão e desconfortos na garganta
- Jardim: atração de polinizadores e composição de canteiros mistos
- Combinações: harmoniza bem com tomilho, alecrim e lavanda

Vale a pena substituir a lavanda pela sálvia de vez?
Não precisa ser uma escolha excludente. As duas plantas se dão bem quando cultivadas juntas, partilham as mesmas preferências de solo e sol, e criam combinações visuais interessantes com seus tons de roxo e lilás. Mas para quem busca uma planta de entrada mais fácil, com floração mais longa, maior resistência ao calor e uso além do jardim, a sálvia leva clara vantagem nesse comparativo.
O jardim de 2026 pede plantas que trabalhem por conta própria, que tolerem períodos secos sem dramatismo e que ofereçam mais de uma função ao mesmo tempo. A sálvia atende a todos esses critérios com folga, o que explica por que ela está ocupando cada vez mais espaço nos canteiros que antes pertenciam exclusivamente à lavanda.