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Mãe e filha recolhem 8 mil garrafas de vidro descartadas e constroem uma casa de 70 m² com sete cômodos em dois anos

Casa feita com 8 mil garrafas de vidro mostra como lixo pode ganhar nova vida

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Mãe e filha recolhem 8 mil garrafas de vidro descartadas e constroem uma casa de 70 m² com sete cômodos em dois anos
A Casa de Sal foi construída na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, com sete cômodos

Mãe e filha recolheram cerca de 8 mil garrafas de vidro descartadas e transformaram o material em uma casa de 70 m² com sete cômodos. A construção, erguida na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, ficou conhecida como Casa de Sal e mostra como resíduos abandonados podem ganhar função, beleza e sentido quando encontram criatividade, técnica e persistência.

Como surgiu a ideia de construir uma casa com garrafas?

A ideia nasceu da observação de um problema comum em áreas turísticas: o descarte irregular de garrafas de vidro em praias, matas e manguezais. Em vez de tratar o lixo apenas como incômodo, Edna Dantas e Maria Gabrielly Dantas enxergaram ali uma possibilidade de construção.

O projeto começou a ganhar forma quando a necessidade de moradia se encontrou com a experiência em sustentabilidade. As garrafas passaram a ser recolhidas, separadas e pensadas como parte da estrutura visual da casa, criando paredes que chamam atenção pela cor, pela textura e pelo brilho quando recebem luz.

Por que o uso do vidro chama tanta atenção?

O vidro é um material resistente, durável e de difícil decomposição no ambiente. Quando descartado de forma irregular, pode permanecer por muito tempo em praias, terrenos e áreas de vegetação. Ao ser reaproveitado na obra, deixou de ocupar a natureza como resíduo e passou a integrar a arquitetura.

A escolha das garrafas trouxe efeitos práticos e visuais:

  • Redução de resíduos abandonados no território.
  • Reaproveitamento de material que seria descartado.
  • Entrada de luz natural pelas paredes.
  • Criação de desenhos e padrões decorativos.
  • Identidade própria para a construção.
  • Ligação direta entre moradia, arte e sustentabilidade.
Mãe e filha recolhem 8 mil garrafas de vidro descartadas e constroem uma casa de 70 m² com sete cômodos em dois anos
A Casa de Sal foi construída na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, com sete cômodos

Como uma casa de 70 m² foi erguida em dois anos?

A construção não aconteceu de uma vez. Foram cerca de dois anos de trabalho contínuo, coleta de materiais, testes, soluções improvisadas e decisões práticas. Além das garrafas de vidro, a casa também incorporou madeira reaproveitada, móveis descartados e outros elementos recuperados.

O processo exigiu paciência, porque cada garrafa precisava ser pensada como parte de um conjunto. Em vez de esconder o material, a Casa de Sal assumiu o vidro como linguagem principal. O resultado foi uma moradia com sete cômodos, construída a partir de uma combinação de necessidade, pesquisa e reaproveitamento.

Quais desafios aparecem em uma obra desse tipo?

Construir com material reaproveitado exige mais do que boa intenção. É preciso avaliar segurança, estabilidade, vedação, conforto térmico, iluminação, manutenção e resistência ao tempo. Uma casa feita com garrafas pode ser bonita, mas precisa funcionar como moradia real.

Entre os principais desafios de uma construção alternativa, estão:

Cuidados na construção com garrafas

Como usar garrafas na construção com mais segurança e eficiência

  • 1Selecionar garrafas em boas condições.
  • 2Evitar peças quebradas ou com trincas.
  • 3Garantir encaixe firme nas paredes.
  • 4Proteger a estrutura contra infiltrações.
  • 5Planejar ventilação e iluminação natural.
  • 6Combinar reaproveitamento com segurança construtiva.
  • 7Contar com orientação técnica quando necessário.

O que a Casa de Sal ensina sobre sustentabilidade?

A Casa de Sal mostra que sustentabilidade não precisa ficar apenas no discurso. Ela aparece quando um resíduo encontra nova função, quando uma comunidade repensa seus hábitos e quando uma construção revela, nas próprias paredes, a história do material usado.

O projeto também chama atenção porque une moradia e educação ambiental. Quem olha para a casa vê beleza, mas também vê uma pergunta: quantos materiais jogados fora poderiam virar soluções úteis se fossem tratados com mais cuidado? Essa provocação é parte importante da força do projeto.

Confira abaixo, imagens da casa publicadas no perfil @casadesal.eco:

Isso significa que qualquer pessoa pode construir assim?

A ideia inspira, mas não deve ser copiada sem planejamento. Cada terreno, clima, estrutura e regra municipal exige cuidados específicos. O reaproveitamento de garrafas pode funcionar em projetos criativos, muros, paredes decorativas e construções experimentais, mas precisa respeitar critérios de segurança e orientação profissional.

Também é importante lembrar que construir com resíduos não significa construir sem técnica. Pelo contrário, materiais reaproveitados exigem atenção redobrada, porque foram originalmente produzidos para outra finalidade. O segredo está em unir criatividade com responsabilidade.

Qual é a grande lição dessa história?

A história de Edna e Maria Gabrielly mostra que uma casa pode ser muito mais do que paredes e telhado. Ela pode carregar memória, resistência, cuidado ambiental e resposta prática a problemas do cotidiano. As 8 mil garrafas não são apenas detalhe estético, mas parte de uma decisão de transformar descarte em possibilidade.

No fim, a Casa de Sal ensina que sustentabilidade começa quando alguém olha para o que foi abandonado e enxerga valor. Em dois anos, mãe e filha transformaram vidro descartado em moradia, arte e mensagem. O que antes estava espalhado como lixo passou a formar uma casa de sete cômodos, mostrando que criatividade também pode levantar paredes.