Rio
Quem eram as turistas colombianas mortas em queda de helicóptero no Rio
Grupo visitou Cristo Redentor, Pão de Açúcar e Búzios antes do acidente; piloto também morreuCristo Redentor, Pão de Açúcar, praias e festas — a primeira viagem de uma família colombiana ao Brasil foi marcada por alegria e fotos junto à bandeira do país antes de terminar em tragédia na Vista Chinesa, no Rio de Janeiro.
As imagens foram publicadas nas redes sociais por Victor Manrique, que viajou com a esposa, Daniela Castañeda, a filha Laura e outros parentes. O motivo da visita era também uma celebração: os 15 anos de Laura.
Três gerações mortas na queda
No sábado (8), o helicóptero em que parte do grupo viajava caiu na Vista Chinesa. Morreram Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17 — avó, filha e neta. O piloto Alessandro Rocha também não sobreviveu. A aeronave era um Robinson R44, prefixo PP-MFS, operado pela Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP).
Passeios do Cristo a Búzios
O grupo desembarcou no Rio na segunda-feira e nos dias seguintes percorreu pontos clássicos da cidade: o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Praia de Copacabana, a Escadaria Selarón e a Lapa. A família ainda viajou a Búzios, na Região dos Lagos, onde fez passeio de barco e visitou a Rua das Pedras. As fotos mostram os seis juntos, antes do voo que mataria três deles.

Passeio contratado pelo Instagram e WhatsApp
De acordo com familiares, o voo panorâmico foi encontrado no Instagram e fechado via WhatsApp. Como o grupo tinha seis pessoas, a empresa informou que seriam divididos em dois voos, com três passageiros cada. O primeiro deveria durar cerca de 20 minutos.
Victor relatou à TV RJ2 que, após mais de meia hora sem retorno das três mulheres, os familiares foram até funcionários da empresa perguntar o que havia ocorrido. Foi quando souberam que o piloto teria feito um pouso forçado. Segundo ele, nenhuma confirmação oficial chegou pelo operador: “Nunca nos deram a notícia. Nós soubemos pela internet.”
A empresa, por meio do advogado Bernardo Cortez, afirmou não ter informações sobre eventual demora na comunicação e disse que se mobilizou assim que ficou sabendo do acidente, passando a prestar assistência aos familiares.