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Ex-TV Globinho desabafa sobre diagnóstico de superdotação: “Ninguém percebia a minha condição antes”
Jornalista decidiu ampliar a conversa sobre superdotação e altas habilidades ao compartilhar um relato pessoal no Dia Mundial da Superdotação
Geovanna Tominaga decidiu ampliar a conversa sobre superdotação e altas habilidades ao compartilhar um relato pessoal no Dia Mundial da Superdotação, celebrado em 10 de agosto. Aos 46 anos, a apresentadora revelou novamente detalhes sobre o diagnóstico que recebeu aos 44, depois de enfrentar um burnout. Segundo ela, a descoberta ajudou a compreender sentimentos que a acompanharam durante boa parte da vida.
Em um texto publicado em seu blog, Geovanna chamou atenção para a dificuldade de muitas mulheres superdotadas serem identificadas ao longo da infância e da adolescência. “Eu pergunto: onde estão vocês mulheres superdotadas? Escolhi esse dia para falar de algo que demorei muito tempo para dizer em voz alta: sou superdotada”, escreveu. A apresentadora já havia falado publicamente sobre o assunto em novembro de 2024, mas agora decidiu aprofundar a discussão.
Ao explicar como chegou ao diagnóstico, Geovanna relacionou a descoberta a uma trajetória marcada pela necessidade de adaptação. “Descobri aos 44 anos, depois de um burnout e de uma vida inteira me achando meio deslocada. Ninguém percebia a minha condição antes porque eu aprendi a me adaptar. A ser uma versão mais aceitável… Meninas superdotadas aprendem a não dar trabalho, ficam quietas, não fazer tantas perguntas… Se adaptam e aprendem a caber nos espaços que encontram”, afirmou.
A superdotação, também conhecida como altas habilidades, está relacionada a capacidades diferenciadas em determinadas áreas, como raciocínio, aprendizagem, criatividade ou resolução de problemas. A identificação não ocorre apenas pela observação de comportamentos cotidianos e pode envolver avaliações especializadas, incluindo exames neuropsicológicos capazes de analisar diferentes aspectos do funcionamento cognitivo.
No relato, Geovanna também destacou que o diagnóstico trouxe uma nova perspectiva para questões que antes pareciam difíceis de compreender. Ela afirmou que sua experiência envolve reflexões “sobre o dilema de ser uma mulher superdotada, sobre a invisibilidade e sobre o que muda quando você finalmente descobre quem você é”.
Uma carreira construída desde a adolescência
A relação de Geovanna com a televisão começou ainda na pré-adolescência. Entre 1992 e 1999, ela integrou o grupo de assistentes de palco de Angélica e foi a única integrante a acompanhar a apresentadora durante suas passagens pelas emissoras Manchete, SBT e Globo.
Depois dessa fase, Geovanna também investiu na atuação. Entre seus trabalhos estão participações em Malhação, Os Normais e Sabor da Paixão. Posteriormente, ela passou a ocupar funções ligadas diretamente à comunicação e se tornou conhecida também como apresentadora e repórter.
Formada em jornalismo, Geovanna esteve à frente de atrações como TV Globinho e Vídeo Show, além de atuar como repórter em programas como Hipertensão e Mais Você. Sua trajetória ainda inclui participações em novelas como Aquele Beijo, Totalmente Demais, Sol Nascente e Pega Pega.
Após deixar a TV Globo, a apresentadora participou da terceira temporada do reality show Dancing Brasil, em 2018. Comandada por Xuxa, a competição terminou com Geovanna como vencedora. Desde então, ela passou a manter uma presença mais distante da televisão aberta.
Novos caminhos profissionais
O afastamento da televisão, no entanto, não significou o fim da atuação de Geovanna na área de comunicação. Nos últimos anos, ela passou a desenvolver projetos relacionados a conteúdo, educação e desenvolvimento infantil.
A apresentadora se especializou em Neurociência, Educação e Desenvolvimento Infantil pela PUC-RS e também criou a Get Conteúdos, empresa voltada à produção de narrativas autorais e estratégias de conteúdo. Em 2025, esteve à frente do podcast Conversas Maternas.
Geovanna também passou a explorar a literatura infantil. Entre seus trabalhos estão os livros Terra do Contrário e Flint, O Pássaro que Tinha Muitas Coisas. A mudança de trajetória profissional acompanha uma fase em que ela passou a compartilhar mais reflexões sobre comportamento, educação e desenvolvimento.
Ao tornar novamente público o diagnóstico de superdotação, Geovanna Tominaga transforma uma experiência pessoal em uma discussão sobre reconhecimento e pertencimento. A apresentadora chama atenção especialmente para mulheres que podem passar anos tentando se encaixar em padrões sociais sem compreender as características que fazem parte de sua maneira particular de perceber e aprender.
A declaração também ajuda a explicar por que o diagnóstico recebido já na vida adulta representa, para ela, mais do que uma informação sobre seu funcionamento cognitivo. É uma possibilidade de reinterpretar experiências anteriores e compreender a sensação de deslocamento que, segundo seu próprio relato, esteve presente durante grande parte de sua trajetória.

O texto Ex-TV Globinho desabafa sobre diagnóstico de superdotação: “Ninguém percebia a minha condição antes” foi publicado primeiro no Observatório dos Famosos.