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Técnico de instalação de gás alerta que 70% dos vazamentos perigosos em fogões novos ocorrem porque o morador reaproveitou a mangueira amarela vencida, e ensina como ler o prazo de validade gravado e quando usar a malha de aço
Trocar a mangueira de gás junto com o fogão novo é um cuidado simples que ajuda a evitar vazamentos e aumenta a segurança da instalação.
Destaques
Segundo técnicos de instalação, a maior parte dos vazamentos perigosos em fogões recém-instalados começa na mangueira amarela vencida.
O prazo de validade fica gravado na própria peça, junto à tarja amarela com o código NBR 8613.
Em instalações mais exigentes, a malha de aço é a alternativa recomendada no lugar da mangueira comum.
Trocar o fogão velho por um novo devia trazer só alívio na cozinha. Mas quem trabalha instalando gás tem visto o mesmo deslize se repetir bastante, o morador troca o eletrodoméstico e esquece de trocar a mangueira de gás junto, reaproveitando uma peça que já passou do prazo.
Um detalhe que some no meio da troca do fogão
Na correria de instalar o fogão novo, a atenção fica toda no eletrodoméstico. A mangueira que liga o botijão ou a rede de gás ao aparelho acaba passando batida, mesmo já ressecada ou com o prazo de validade estourado.
É esse ponto cego que técnicos apontam como origem de boa parte dos vazamentos registrados logo depois de uma instalação nova, segundo relatos de quem faz esse serviço no dia a dia.

Afinal, por que a mangueira velha é tão perigosa?
Com o tempo, a borracha ou o PVC da mangueira de gás resseca e perde flexibilidade. Pequenas rachaduras aparecem, geralmente perto das conexões, e é ali que o gás começa a escapar sem que ninguém perceba de imediato.
O risco cresce justamente porque o vazamento costuma ser silencioso. O gás se acumula perto do fogão e, ao acionar um botão ou interruptor, o resultado pode ser um princípio de incêndio ou até uma explosão.
Como decifrar o código gravado na mangueira
Toda mangueira de gás regular traz uma tarja amarela em relevo, com o código técnico NBR 8613 e a data de fabricação. A validade costuma ser de cinco anos a partir dessa data, e o próprio Inmetro recomenda checar esse selo antes da compra e periodicamente depois da instalação.
Se a gravação estiver apagada ou ilegível, o mais seguro é tratar a mangueira como vencida e trocar, mesmo sem ter certeza da data exata. Antes de seguir para os próximos cuidados, vale reunir os sinais que pedem substituição imediata:
- Mangueira ressecada, endurecida ou com rachaduras visíveis
- Cheiro de gás perto do fogão, do botijão ou do registro
- Data gravada na tarja amarela já vencida ou ilegível
- Conexões soltas, enferrujadas ou com sinais de desgaste
- Mangueira dobrada, torcida ou esticada além do comprimento recomendado
Pontos-chave
5 anos
prazo médio de validade a partir da fabricação
Tarja amarela
é onde fica o código NBR 8613 e a data
Malha de aço
alternativa mais resistente em instalações exigentes
O bolso também sente o preço do descuido
Uma mangueira de gás nova custa pouco perto do prejuízo de um acidente doméstico. Ainda assim, é comum o morador economizar justamente nesse item ao trocar o fogão, achando que a peça antiga ainda serve.
Vale lembrar também que a instalação malfeita pode comprometer garantias do próprio fogão novo, já que fabricantes costumam recomendar mangueira e registro compatíveis com o modelo comprado.

Malha de aço ganha espaço nas instalações mais exigentes
Em cozinhas com fogão mais distante do botijão, cooktops embutidos ou instalações de gás encanado, a mangueira revestida em malha de aço costuma ser a indicação técnica, por suportar melhor pressão e desgaste ao longo dos anos.
Trocar o fogão é um bom momento para revisar toda a instalação de gás da cozinha, não só o aparelho em si. Prestar atenção nesse detalhe simples é o que separa uma casa segura de um risco que passa despercebido todos os dias.
Gostou de saber mais sobre esse cuidado com a mangueira de gás? Compartilhe com quem também vai trocar o fogão em breve, essa informação pode evitar um acidente em casa.