Entretenimento
Fernanda Lima paga R$ 119 mil e encerra processo movido por ex-assessoria financeira
Empresa cobrava R$ 106 mil por taxa de rescisão; acordo na Justiça de São Paulo põe fim à disputa após CVM já ter arquivado queixa da apresentadora
A disputa judicial entre a Prada Assessoria e a apresentadora Fernanda Lima chegou ao fim. Um acordo homologado em 31 de julho na Justiça de São Paulo encerrou o processo, que havia sido movido pela empresa contra a ex-cliente para cobrar taxas contratuais. Para encerrar a questão, Fernanda Lima se comprometeu a pagar um total de R$ 119 mil, sendo R$ 91 mil para a Prada e R$ 28 mil para o escritório de advocacia que representava a assessoria.
Como o acordo foi fechado?
O pacto financeiro, homologado pelo juiz Fábio de Souza Pimenta, põe um ponto final na briga que corria nos tribunais. Segundo informações da coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, a decisão valida os termos negociados entre as partes, impedindo futuras contestações sobre o objeto da disputa judicial.
Qual era a origem da briga?

O processo foi iniciado pela Prada Assessoria para cobrar de Fernanda Lima uma taxa de aproximadamente R$ 106 mil, referente ao encerramento do contrato de prestação de serviços de gestão de patrimônio. A apresentadora e seu marido, Rodrigo Hilbert, contestaram a cobrança na Justiça, alegando má gestão dos investimentos e supostos conflitos de interesse na alocação de seus recursos por parte da consultoria.
E a acusação na CVM, deu em algo?
Não. Paralelamente à sua defesa no processo, Fernanda Lima apresentou uma reclamação formal contra a Prada Assessoria na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que fiscaliza o mercado financeiro no Brasil. A queixa seguia a mesma linha de sua contestação judicial.
No entanto, após análise técnica, a CVM decidiu arquivar o procedimento em 2024. A autarquia concluiu que não havia indícios de irregularidades ou infrações às normas do mercado de capitais por parte da empresa. A defesa da Prada sempre sustentou a regularidade de suas operações. O desfecho na CVM, seguido pelo acordo judicial, encerram definitivamente a controvérsia.
O caso reforça uma regra fundamental do mercado: a documentação e o alinhamento claro de expectativas, incluindo taxas de rescisão, são a melhor proteção tanto para investidores quanto para prestadores de serviço.