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Dona de clínica de estética na Baixada é presa após deixar pacientes com sequelas

Empresária de Vilar dos Teles se entrega à polícia: ela é investigada por causar sequelas em dezenas de pacientes com uso do produto nos glúteos

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Selfie de uma mulher sorridente com batom vermelho ao lado de um homem sorrindo
A dona da clínica de estética, Ana Paula Lima de Souza Mariano, e seu marido, ambos citados na investigação. Foto: Reprodução

A dona de uma clínica de estética de Vilar dos Teles, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, foi presa nesta quarta-feira (12). A informação foi confirmada por Wellington Vieira, delegado da Delegacia do Consumidor (Decon).

Ana Paula Lima de Souza Mariano é investigada após mais de 20 pacientes relatarem complicações graves e sequelas depois de procedimentos estéticos. Ela se entregou na 52ª DP, em Nova Iguaçu.

Segundo a Decon, Ana Paula responderá por lesão corporal grave, crime contra relação de consumo, exercício ilegal da medicina e associação criminosa. O marido dela também foi detido na manhã de quarta por desacato.

A investigação sobre a clínica começou em maio. Naquele mês, o local foi interditado após as primeiras denúncias de pacientes.

Uso de PMMA

Uma das biópsias realizadas em pacientes apresentou resultado positivo para polimetilmetacrilato, substância conhecida pela sigla PMMA. A polícia apura se o material foi utilizado em procedimentos realizados na clínica.

A suspeita reforça a investigação da Decon, que reúne relatos de mulheres com infecções, dores intensas e deformidades após procedimentos de harmonização dos glúteos.

Em junho, a Justiça decretou a prisão preventiva de Ana Paula, que passou a ser considerada foragida. A primeira interdição da clínica ocorreu em maio, durante uma ação da Decon com a Vigilância Sanitária.

Na ocasião, investigadores encontraram irregularidades no estabelecimento, incluindo medicamentos e soro fisiológico vencidos. Uma funcionária foi presa em flagrante.

Em julho, um novo endereço ligado à investigada, também em Vilar dos Teles, foi interditado pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária. O espaço funcionava sem alvará e sem licenciamento sanitário. A defesa de Ana Paula não havia sido localizada nas etapas anteriores da investigação.