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Turista perde mais de R$ 130 mil em golpe aplicado por irmãs no Rio

Dupla focava em estrangeiros na Região Central; investigação aponta prejuízos superiores a R$ 130 mil

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Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (12), duas irmãs acusadas de integrar uma quadrilha especializada no golpe “Boa Noite, Cinderela” no Rio de Janeiro. O grupo tinha como alvo turistas estrangeiros, e as investigações apontam que uma das vítimas chegou a perder mais de R$ 130 mil em uma única ação.

A captura das duas mulheres, de 36 e 26 anos, ocorreu no Complexo do Jockey, em São Gonçalo. Contra a dupla, havia seis mandados de prisão preventiva em aberto por crimes de roubo e associação criminosa.

Prejuízos financeiros e itens roubados

De acordo com a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), as criminosas dopavam as vítimas para realizar transferências bancárias e subtrair pertences de alto valor. O prejuízo de um turista turco foi calculado em 21.688,79 euros, considerando a cotação atual.

  • Bens subtraídos: Além dos valores em conta, o grupo roubava celulares, joias, MacBooks, notebooks e dinheiro em espécie, incluindo notas de dólar e euro.
  • Vítimas internacionais: O inquérito identificou cidadãos dos Estados Unidos, Turquia e Canadá como alvos das suspeitas.
  • Invasão de residência: Em um dos episódios registrados, as irmãs furtaram as chaves do imóvel de uma vítima, o que obrigou a administração do prédio a trocar todas as fechaduras.

Atuação criminosa na Lapa e Pedra do Sal

As investigações indicam que a quadrilha agia principalmente na Lapa e na Pedra do Sal, áreas de grande fluxo turístico na Região Central. As abordagens aconteciam durante a noite, quando as vítimas eram seduzidas e posteriormente intoxicadas com substâncias para facilitar os roubos.

As presas já possuíam um histórico de passagens pela polícia pelos mesmos crimes. Uma terceira mulher, apontada como comparsa das irmãs, está sob custódia do sistema prisional desde julho de 2025.

As seis ordens de prisão contra as suspeitas foram expedidas pela 27ª e pela 29ª Vara Criminal da Capital. A operação buscou desarticular o núcleo familiar apontado como responsável pelos ataques contra visitantes estrangeiros no estado.