Brasil
Idosa perde R$ 37 milhões em esquema de falsos investimentos e investigações revelam rede com mais de 140 vítimas em todo o país
Operação Criptoabate em SP, RS e SC começou após idosa perder R$ 37 milhões; entenda como o esquema de falsos investimentos funcionava
Uma operação das polícias civis do Rio Grande do Sul e de São Paulo desarticulou uma quadrilha especializada em golpes com falsas plataformas de investimento. A ação, batizada de Criptoabate, foi deflagrada nesta quinta-feira (13/8) e cumpriu mandados em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. Em território paulista, oito pessoas tiveram a prisão decretada. A investigação começou após uma idosa sofrer um prejuízo superior a R$ 37 milhões. A polícia estima que o esquema fez mais de 140 vítimas em todo o país.
Equipes da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deram apoio aos policiais gaúchos no estado de São Paulo, onde a maioria dos mandados foi cumprida.
Estrutura do crime
Segundo a polícia, a quadrilha possuía uma estrutura organizada e com divisão de tarefas. Alguns membros eram responsáveis por captar vítimas, enquanto outros disponibilizavam contas bancárias para movimentar os recursos.
O grupo também contava com intermediários para as operações financeiras e especialistas que convertiam os valores obtidos em criptoativos. Essa estratégia era usada para lavar o dinheiro e dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Os investigadores afirmam que o grupo usava empresas e contas bancárias de passagem para movimentar e ocultar os valores.
“A atuação da DCCiber em São Paulo demonstra a importância da integração entre as Polícias Civis no combate a crimes cibernéticos e financeiros que ultrapassam as fronteiras dos estados”, declarou o delegado Paulo Barbosa, responsável pela Divisão de Crimes Cibernéticos. Ele acrescentou que o foco é desarticular a estrutura criminosa e identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.