Rio
Ônibus envolvido em acidente que matou 10 em Petrópolis era clandestino, diz ANTT
Agência afirma que veículo não estava habilitado para transporte interestadual e classifica a viagem como transporte clandestinoA Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o veículo envolvido no grave acidente que deixou 10 mortos na madrugada deste domingo (16), na região de Cascatinha, em Petrópolis, não está habilitado nos sistemas da Agência para realizar transporte interestadual de passageiros.
O ônibus está registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Nenhuma das duas empresas está habilitada pela ANTT. Também não foi localizada empresa habilitada com o nome Estrela Guia Turismo, apontado como responsável pela viagem.
O veículo apresenta ainda um adesivo da ANTT em nome da empresa Samara, que também está inapta. Diante das informações disponíveis até o momento, a operação é caracterizada como transporte clandestino de passageiros.
Ônibus tombou na BR-040 e deixou 10 mortos

O acidente aconteceu na madrugada deste domingo (16), na região de Cascatinha, em Petrópolis. O ônibus tombou na altura do km 91 da BR-040, próximo ao Sítio Flor da Serra.
O veículo havia saído de Belo Horizonte com destino a Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus já foi destombado e o trânsito está liberado no trecho.
Sobreviventes relatam momentos de tensão antes do acidente

Uma sobrevivente do acidente, que deixou 10 mortos, relatou os momentos de tensão antes do tombamento. Letícia dos Santos, moradora do bairro Tupi, sofreu escoriações no braço, rosto, perna e costas e conseguiu deixar o ônibus após o acidente.
“Eu estava dormindo na hora. A gente viu que ele estava começando a fazer umas curvas muito estranhas. Ele começou a bater na mureta e caiu, capotou. Eu só lembro de conseguir sair. As primeiras que sairam foram eu, a Tainara e a Naiara”, disse Letícia dos Santos, moradora do bairro Tupi, em entrevista à Super Rádio Tupi.
Em entrevista à TV Globo, outra passageira, de 25 anos, afirmou que também dormia no momento do acidente.
“Eu estava dormindo, abracei meu noivo e disse que iríamos morrer“, disse. “Eu, o meu noivo e outras pessoas saímos por uma saída de emergência. Quando chegamos do lado de fora vimos uma situação horrível. Tinha muita gente morta, crianças, pessoas em estado de choque. Foi uma cena terrível.”