Últimas Notícias
Rio será sede do maior exercício de Cibersegurança do Brasil, país que registra um crime cibernético por dia; Rio é o terceiro estado mais atacado
O Rio de Janeiro vai sediar, em setembro, o maior exercício de defesa cibernética do Brasil. A operação será realizada no DigiTech Firjan SENAI com o Exército Brasileiro, promovido pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), em parceria com o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI). A iniciativa, que acontecerá simultaneamente em outros estados e será o maior treinamento desse tipo no Hemisfério Sul, simula ataques virtuais a infraestruturas críticas para testar a capacidade de reação de cerca de 30 órgãos públicos e grandes empresas fluminenses.
O treinamento terá a participação de setores considerados estratégicos para o estado como energia, petróleo e gás, telecomunicações, finanças, logística, tecnologia e governo digital, que vão atuar em tempo real e de forma integrada com o centro nacional de coordenação, em Brasília. As equipes enfrentarão cenários de ataques cibernéticos em ambientes virtuais que reproduzem sistemas semelhantes aos utilizados no dia a dia das organizações.
Segundo dados da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Brasil registrou um aumento de 95% de crimes cibernéticos em cinco anos (2021-2025) – um a cada 1,2 dia (total de 1.508). O problema atinge cidadãos e empresas de todos os portes e setores, vítimas de crimes que incluem desde o envio de vírus ao roubo de documentos e sequestro de dados – este último, disparado, o mais registrado (456). Em 2025 houve um recorde nos registros de crimes cibernéticos (362) – quase um por dia. O ranking (2021-2025) é liderado por São Paulo (513), seguido do DF (220) e Rio (139).
Outros estudos apontam para um problema ainda mais grave. O Brasil concentrou metade (47%) de todos os ataques na América Latina em 2024, segundo relatórios de empresas como IBM e CrowdStrike, empresa especializada em Cibersegurança, que apontou um tempo médio de 29 minutos para criminosos invadirem sistemas – embora haja registros de apenas 27 segundos. Vale lembrar que, no ano passado, dois jovens com um notebook desviaram R$ 800 milhões do Banco Central, o maior assalto da história do Brasil. Dessa forma, as entrevistas abordariam as formas de prevenção e a importância desse tema, tanto para cidadãos (que podem ter seus dados utilizados por criminosos) quanto para indústrias e empresas em geral (que podem ter seus negócios comprometidos), e para a própria economia e governos numa sociedade cada vez mais conectada.