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Mecânico cobra R$ 2.800 por troca de peça que custa R$ 180 na internet e cliente descobre que oficinas não são obrigadas a usar peças indicadas pelo fabricante mas devem informar a procedência

Peça de carro cobrada 15 vezes mais cara na oficina: cliente descobre regra que protege o consumidor

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Mecânico cobra R$ 2.800 por troca de peça que custa R$ 180 na internet e cliente descobre que oficinas não são obrigadas a usar peças indicadas pelo fabricante mas devem informar a procedência
Oficina cobra R$ 2.800 por peça vendida a R$ 180 na internet e caso levanta dúvida sobre direito do cliente

🔧 A peça de R$ 180 que virou R$ 2.800

O cliente pagou sem desconfiar, até encontrar a mesma peça em três cliques na internet. ⬇️

Um motorista levou o carro para trocar uma peça simples e recebeu uma conta de R$ 2.800. Ao pesquisar depois, encontrou o mesmo componente por R$ 180 em lojas especializadas na internet. A diferença gigantesca escancarou uma dúvida comum entre quem depende de oficina mecânica: até onde vai o direito de cobrar o preço que quiser?

A oficina pode cobrar o valor que quiser pela peça?

Pode definir seu preço de venda, já que não existe tabelamento legal para peças automotivas. O problema não está no valor em si, mas na falta de transparência sobre a origem e a qualidade do que foi instalado no veículo.

Motorista paga R$ 2.800 por peça que encontra a R$ 180 e CDC revela o que oficina precisa informar

O que o Código de Defesa do Consumidor exige da oficina?

O artigo 21 do Código de Defesa do Consumidor determina que o fornecedor de serviço que usa peças de reposição deve informar previamente ao consumidor o preço, a procedência e, quando for o caso, se o material é original, genuíno ou paralelo, conforme detalha o Idec.

Sem essa informação prévia por escrito, o cliente pode contestar a cobrança e exigir a revisão do valor pago pelo serviço.

Como o cliente reverteu parte do prejuízo?

Ele reuniu prints de anúncios com o mesmo modelo de peça, pediu a nota fiscal detalhada da oficina e formalizou reclamação junto ao Procon. Sem conseguir comprovar a procedência declarada, a oficina precisou negociar a devolução de parte do valor cobrado.

Casos como esse têm se tornado mais comuns, a ponto de reportagens recentes apontarem trabalhos mal executados e cobranças questionáveis entre as principais reclamações contra oficinas mecânicas em todo o país.

Antes de aprovar qualquer serviço, vale conferir os documentos que a oficina é obrigada a apresentar antes de mexer no seu carro.

🧾 O que exigir antes de autorizar o reparo

📄 Orçamento prévio: por escrito, com valor de peça e mão de obra separados.

🏷️ Procedência da peça: se é original, genuína ou paralela, informada antes da troca.

🧰 Peça substituída: direito de receber a peça antiga de volta, salvo garantia.

Fonte: Idec, Instituto de Defesa de Consumidores

Como comparar o preço antes de fechar o serviço?

Pesquisar antes de autorizar o reparo evita surpresas na hora de pagar. O consumidor pode:

  • Pedir o número ou código da peça para pesquisar o preço de mercado.
  • Solicitar orçamento em mais de uma oficina antes de autorizar.
  • Guardar toda comunicação por escrito com a oficina.
  • Registrar reclamação no Procon caso a cobrança pareça abusiva.
Peça custa R$ 180 na internet e oficina cobra R$ 2.800, mas preço alto não é o único ponto da discussão

Vale a pena contestar uma cobrança já paga?

Vale, principalmente quando não houve informação prévia sobre a procedência da peça. O consumidor tem prazo para reclamar e pode buscar reembolso ou revisão do valor mesmo depois de pagar o serviço.

O que fazer se você suspeitar de cobrança abusiva na oficina?

Guarde a nota fiscal e pesquise o preço da peça assim que possível, ainda que o carro já tenha saído da oficina. Um orçamento detalhado é sua melhor proteção da próxima vez.