Rio
Operação da PM na Cidade de Deus tem ônibus atravessado e barricadas incêndiadas
Pelo menos 10 linhas de ônibus têm itinerários impactados após cinco veículos serem usados como barricadas durante operação da PM na Cidade de Deus
Uma operação da Polícia Militar na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, causa reflexos imediatos na rotina dos moradores nesta quarta-feira (19). A ação do 18º BPM (Jacarepaguá) visa conter o avanço do Comando Vermelho, que tem promovido ataques contra grupos rivais para tentar ampliar seu domínio territorial na região.
Durante a incursão, criminosos atearam fogo em barricadas e sequestraram veículos para bloquear os acessos à comunidade. Dois coletivos foram atravessados na Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes para impedir o avanço das viaturas, o que gerou caos no trânsito local.
Bloqueios e linhas de ônibus afetadas
De acordo com o consórcio Rio Ônibus, cinco ônibus foram utilizados como barricadas na Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes, na Cidade de Deus. Os veículos já foram liberados do local, mas 10 linhas que passam pela região seguem com impactos e alterações nos itinerários.
Os ônibus utilizados como obstáculos foram:
- C30219 — Linha 610 (Tanque x Del Castilho)
- C30213 — Linha 900 (Merck x Downtown)
- C13111 — Linha 862 (Rio das Pedras x Barra da Tijuca)
- D13151 — Linha 636 (Merck x Saens Peña)
- C47559 — Linha 390 (Curicica x Candelária)
As linhas impactadas são:
- 550 — Cidade de Deus x Gávea
- 900 — Merck x Downtown
- 990 — Merck x Alvorada
- 861 — Curicica x Rio das Pedras
- 368 — Riocentro x Candelária
- 348 — Riocentro x Candelária, via Linha Amarela
- 600 — Saens Peña x Recreio
- 611 — Camorim x Del Castilho
- 353 — Cidade de Deus x Praça XV
- 691 — Méier x Cidade de Deus
Reforço no policiamento e buscas
Além de combater a expansão da facção, os agentes realizam varreduras para localizar depósitos de armas, drogas e esconderijos de lideranças do tráfico. Segundo a corporação, o foco é o “vasculhamento em pontos que possam estar sendo utilizados como esconderijo de criminosos e materiais ilícitos”.
A ofensiva mobiliza equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e do setor de inteligência (P2). A estrutura operacional conta ainda com o suporte especializado do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) e do GESAR, responsável por salvamentos e ações de resgate durante confrontos.
Até o momento, a operação segue em andamento na comunidade e não há balanço oficial de prisões ou apreensões.